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"Camarada" Ventura quer "rebentar" com a Segurança Social, acusa Mariana Leitão

Mariana Leitão criticou em plenário as propostas do Chega de baixar a idade da reforma e equiparar a pensão mínima ao salário mínimo. O partido de Ventura respondeu com provocação sobre o 25 de Abril.

Agência Lusa
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A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, acusou esta quarta-feira o “camarada” André Ventura, presidente do Chega, de mentir e de fazer uma proposta irresponsável ao pretender baixar a idade da reforma, “rebentando” com a Segurança Social.

Estas críticas foram feitas por Mariana Leitão no período de declarações políticas, em plenário, na Assembleia da República, num momento em que André Ventura não estava no hemiciclo.

A presidente da IL começou por apontar que o PS deixou no sistema de Segurança Social taxas de substituição mais baixas do que quando iniciou funções governativas, enquanto o PCP “quer aumentos imediatos num sistema que já não aguenta o que tem, e o BE quer o mesmo, mas com mais indignação”.

“Mas há quem vai ainda mais longe. Há um partido que viu tudo isto, percebeu o padrão e decidiu superá-lo, quer na irresponsabilidade, quer no populismo. O Chega quer baixar a idade da reforma e quer equipar a pensão mínima ao salário mínimo num país com cada vez mais jovens a sustentar cada vez mais pensionistas”, disse.

De acordo com Mariana Leitão, estas propostas do Chega representam “puro populismo e total irresponsabilidade — e os jovens já começaram a perceber”.

“Se o Chega tivesse a hipótese de governar, rebentavam num mês com a Segurança Social, mas diria mesmo que o Chega rebentava com o país. E tudo para comprar votos com dinheiro que não existe”, acusou.

Para a presidente da IL, “o camarada André Ventura, que se apresenta como um homem que diz o que os outros não têm coragem de dizer, tem propostas irresponsáveis, insustentáveis e que constituem uma completa mentira”. E conclui que “as pessoas merecem melhor do que isto. Nem o PS foi tão longe”

Na resposta, o deputado do Chega Bruno Nunes devolveu à líder da IL a expressão “camarada”.

“É na IL que se desce a Avenida da Liberdade [no 25 de Abril] com cravo vermelho e bandeira LGBT na mão”, reagiu.

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