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(A) :: 52 anos de História, 52 anos de Compromisso com Portugal, 52 anos de Afirmação de Gaia 

52 anos de História, 52 anos de Compromisso com Portugal, 52 anos de Afirmação de Gaia 

Celebrar 52 anos do PSD é mais do que recordar o passado! É reafirmar uma  identidade, renovar um compromisso e projetar uma visão para o futuro.

Abraão Paulo Silva
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Apesar de oficialmente “legalizado” em 25 de janeiro de 1975, o dia 6 de maio de 1974 assinala a fundação do Partido Social Democrata, há precisamente 52 anos.

Mais do que uma efeméride muito justamente celebrada todos os anos, trata-se, cada vez  mais,de um oportuníssimo momento de reflexão coletiva sobre olegado ímpar do PSD na  construção da democracia portuguesa e, sobretudo, sobre a responsabilidade acrescida  que esse legado nos impõe no presente e no futuro, agora com um compromisso de governação local e nacional.

Do sonho dos proeminentes fundadores da “Ala Liberal” da Assembleia Nacional, ainda durante a ditadura, nomeadamente de Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e  Joaquim Magalhães Mota, nasceu o PSD. Vivia-se nessora um turbilhão revolucionário e,  desse afã de recuperação de um país atrasado, decadente e profundamente agastado por  demasiados anos de guerra e opressão político-social,o PSD afirmou-se,desde a primeira  hora, como um partido de matriz profundamente humanista.

Inspirado na dignidade da pessoa humana, na liberdade individual e na justiça social,  soube construir um caminho próprio, longe dos radicalismos, alicerçado numa visão  reformista, moderada e verdadeiramente popular. Os nossos fundadores tiveram sempre a  lucidez e a coragem de perceber que Portugal precisava de um projeto político que  conjugasse liberdade com solidariedade, crescimento económico com coesão social,  progresso com identidade.

Ao longo de mais de cinco décadas, o PSD foi protagonista de momentos decisivos da  nossa história democrática. Contribuiu para a consolidação das instituições (da justiça à  saúde, da educação à cultura), para a modernização do Estado, para a afirmação europeia  de Portugal e para a melhoria concreta das condições de vida dos portugueses. Foi, em  múltiplos momentos, um partido de governo com sentido de Estado, capaz de tomar  decisões exigentes em nome do interesse nacional. Assim foi entre 1985 e 1995, anos  decisivos de modernização de Portugal, com os governos do Professor Cavaco Silva, ou  entre 2011 e 2015, altura em que os portugueses, mergulhados em falida situação  socioeconómica, chamaram o PSD.

Mas o PSD não é apenas um partido de governação nacional. É também — e talvez  sobretudo — um partido de forte implantação autárquica. Nas freguesias, nos municípios  e nas comunidades intermunicipais, os seus autarcas têm sido agentes de proximidade,  de desenvolvimento e de coesão territorial.

Em Vila Nova de Gaia, essa tradição é particularmente evidente. Ao longo de décadas,  figuras marcantes do PSD local contribuíram decisivamente para o progresso do concelho,  deixando uma marca de competência, visão e serviço público. Se Gaia era em 2013 um concelho de referência e se pretende voltar a sê-lo no futuro próximo, tal se deve, quase  em exclusivo, ao PSD e aos seus dirigentes partidários de exceção que, nas últimas  eleições, escolheram e contribuíram para eleger os que entendiam tratar-se dos melhores  autarcas para recuperar a liderança da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal e de  dois terços das juntas de freguesia.

É nesta dimensão local que o humanismo social-democrata ganha expressão mais  concreta: na capacidade de resolver problemas reais, de ouvir as pessoas, de construir  soluções pragmáticas e de promover uma sociedade mais justa e equilibrada. E tal só é  possível quando os líderes se abeiram dos melhores, sem taticismos, sem interesses, sem  narcisismos.

Simultaneamente, o PSD sempre se afirmou como um partido profundamente europeísta.  Acreditamos numa Europa unida, assente em valores comuns, promotora da paz, da  prosperidade e da cooperação entre os povos. Uma Europa que não abdique das suas  raízes civilizacionais, nem dos princípios que a tornaram um espaço único de liberdade e  desenvolvimento.

Hoje, porém, vivemos tempos de crescente instabilidade global. A guerra, o extremismo, a  fragmentação social e a erosão de valores fundamentais colocam desafios sérios às  democracias. Assistimos, com preocupação, a uma progressiva desvalorização do  humanismo que moldou a identidade europeia —um humanismo que coloca a pessoa no  centro da ação política e que rejeita tanto o autoritarismo como o individualismo  desregulado.E é preocupante assistirmos a esta deterioração dos valores europeus de fora  para dentro, isto é, com origem em continentes e países outrora fiáveis, mas agora  desaprendidos da história, dos desvarios dos nacionalismos e dos interesses económicos  em detrimento da dimensão humanista da vida e da pessoa humana.

Neste contexto, o papel de partidos como o PSD torna-se ainda mais relevante. Precisamos  de lideranças responsáveis, no concelho, no país e na Europa, de diplomacia firme e  inteligente, de capacidade de diálogo e de compromisso. Precisamos de políticas que  reforcem a coesão interna, que protejam os mais vulneráveis, que promovam o  crescimento sustentável e que defendam os valores essenciais da nossa civilização.

Celebrar 52 anos do PSD é, por isso, mais do que recordar o passado! É reafirmar uma  identidade, renovar um compromisso e projetar uma visão para o futuro. Um futuro que  exige coragem, lucidez e fidelidade aos princípios fundadores.

Em Gaia, como em todo o país, continuaremos a honrar este legado de humanismo e de  compromisso com as pessoas! Fá-lo-emos com sentido de missão, rodeados pelos  melhores, distantes do oportunismo de circunstância (que empobrece a missão pública e  enfraquece os líderes), com a devida proximidade às pessoas e com a convicção de que a  política, quando guiada pelos valores do humanismo, da liberdade, da solidariedade e pelo  bem comum, continua a ser a mais nobre forma de servir Portugal e de servir Gaia.