Uma mulher britânica ficou retida em Espanha por causa de regras que estão a impedir a sua bebé, de onze meses, de voltar para casa. Tudo porque a bebé tem dupla nacionalidade, e há regras novas que afetam as pessoas que estão nessa situação e querem viajar.
Como conta o The Guardian, Sarah Schloegl viajou para Alicante, em Espanha, para umas férias curtas com o marido, o austríaco Philipp, acompanhados pelas filhas de ambos: uma menina de três anos e uma bebé de onze meses. Mas não pôde embarcar no voo de regresso, da Ryanair.
Desde fevereiro que os cidadãos britânicos que têm dupla nacionalidade têm de mostrar um passaporte britânico ou um certificado de residência que custa 589 libras (681 euros) quando vão viajar de avião, comboio ou ferry para o Reino Unido.
Segundo o jornal, Schloegl disse que não sabia desta mudança em concreto e que devia ser publicitada de forma mais clara, nos aeroportos e websites das companhias aéreas, com meses de antecedência, para evitar o que está a acontecer agora: que os passageiros fiquem retidos noutros países e sem hipótese de voltarem a casa.
A britânica percebeu o problema apenas quando chegou à porta de embarque para o voo de regresso: o marido e a filha, que tem passaporte britânico e austríaco, poderiam embarcar, mas a bebé não.
“Sinto que isto é ridículo porque a minha bebé nasceu no Reino Unido, vive no Reino Unido, mas não pode entrar no país, até comigo, sua mãe, que sou britânica. Sou da Escócia, as nossas duas filhas nasceram lá”.
Mesmo depois de ter pedido que lhe fosse enviado um certificado de nascimento da bebé, o ministério do Interior britânico continuou a recusar-lhe a entrada e a embaixada britânica em Espanha respondeu a Schloegl que não preencheria os critérios para ter documentos de viagem emitidos com urgência.
A família decidiu viajar para a Áustria, sem ter agora uma previsão de quando é que o problema pode estar resolvido, para que possam voltar todos juntos para o Reino Unido.
O Guardian conta que foi contactado por centenas de pessoas nos últimos meses, com queixas de que a regra não foi comunicada de forma eficaz — uma reclamação que o ministro da Imigração, Mike Tapp, classificou como “absurda”. Tem havido queixas de pessoas com dupla nacionalidade que estão a viver fora e que perderam assim ocasiões familiares importantes, como funerais.
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