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PSD e CDS acusam PCP de "envergonhar Portugal" após ausência na receção ao presidente do Parlamento da Ucrânia

Comunistas faltaram à receção a Ruslan Stefanchuk na AR e ainda acusaram o parlamento ucraniano de ser "antidemocrático". Partidos de direita e centro responderam com críticas.

Agência Lusa
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PSD, Chega, IL, CDS-PP e PAN criticaram esta quarta-feira a ausência do PCP da sessão solene com o presidente do Parlamento da Ucrânia, com sociais-democratas e democratas-cristãos a acusarem este partido de “envergonhar Portugal e os portugueses”.

Depois de a bancada comunista ter estado ausente na cerimónia de boas-vindas ao presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, na Assembleia da República, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, foi recebida com protestos quando entrou no hemiciclo para proferir a sua declaração política, centrada na situação social e económica do país.

Nos seis pedidos de esclarecimento que se seguiram, apenas o PS falou nesse tema, com as restantes bancadas a preferirem criticar o posicionamento do PCP na guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Pelo PSD, o deputado João Antunes dos Santos considerou que “um partido que nega que foi a Rússia que invadiu a Ucrânia e se nega a receber o presidente do parlamento ucraniano” está “desfasado do que pensam os portugueses”.

“Os portugueses hoje, mais uma vez, estarão envergonhados com a vossa atitude. O PCP envergonha os portugueses e envergonha Portugal”, acusou.

Na mesma linha, o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, pediu desculpa à Ucrânia pela posição do PCP.

“A vossa declaração política foi a vossa vergonhosa ausência. O PCP é uma vergonha e envergonhou uma vez mais Portugal”, criticou.

Também o líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, acusou o PCP de ter estar “de costas voltas para a Ucrânia por estar ajoelhado perante a Rússia”, enquanto o deputado do Chega Ricardo Reis acusou o PCP de estar do lado errado da história e de já não representar a maioria dos trabalhadores.

A deputada única do PAN, Inês Sousa Real, quis começar o pedido de esclarecimento saudando o presidente do parlamento da Ucrânia e deixou uma pergunta a Paula Santos.

“De hoje para amanha, se a Rússia invadisse Portugal de que lado é que o PCP estaria?”, questionou, recebendo aplausos de deputados do PSD.

Na resposta, a líder parlamentar do PCP acusou os partidos à direita de quererem desviar o debate sobre as condições de vida dos portugueses, “que se agravaram nos últimos meses”, e de representarem os interesses dos grandes grupos económicos, considerando que estão mais próximos do que o PCP da atual Rússia capitalista.

“Empurrar as pessoas para a pobreza, isso é que é uma vergonha”, considerou.

Depois de Paula Santos ter destacado a importância da luta dos trabalhadores contra o pacote laboral, quer no 1.ª de Maio quer na greve geral já convocada pela CGTP para 3 de junho, apenas o deputado do Luís Testa se cingiu ao tema trazido pelo PCP ao plenário.

“O país vive momentos de dificuldade, o país e empresas vivem momentos de dificuldades, já nos habituámos ao Governo não ter respostas”, disse, criticando o deputado do PSD João Antunes dos Santos, eleito por Leiria, por nem sequer ter perguntas sobre os problemas que afetam a sua região.

O PCP manifestou-se esta quarta-feira contra a visita do presidente do Parlamento ucraniano à Assembleia da República, acusando-o de liderar uma assembleia “antidemocrática que é expressão de um poder suportado por forças xenófobas, belicistas, fascizantes e nazis”.

Num comunicado enviado à hora do início da sessão plenária desta tarde, na Assembleia da República, em que o presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, discursou, o Grupo Parlamentar do PCP acusou o dirigente político ucraniano de representar “um regime suportado por forças de extrema-direita, que ilegalizou 12 partidos políticos e que aprovou a cessação dos mandatos de deputados opositores, eleitos pelo povo ucraniano”.

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