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(A) :: Nova biografia de Kate revela detalhes sobre o cancro, pedido "ofensivo" de Carlos e Camila e a frase de Harry que foi a gota de água

Nova biografia de Kate revela detalhes sobre o cancro, pedido "ofensivo" de Carlos e Camila e a frase de Harry que foi a gota de água

Na nova biografia, Christopher Andersen revela detalhes inéditos sobre a princesa de Gales — dos rumores russos do "Kategate" ao ponto sem retorno com o duque de Sussex.

Sâmia Fiates
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Uma nova biografia não oficial de Kate Middleton lançada na passada terça-feira, 5 de maio, no Reino Unido, afirma que Carlos III e Camila pediram que a princesa mudasse de nome antes do casamento com William, revela pormenores de como o casal contou aos filhos sobre o cancro da mãe e aponta uma frase da entrevista de Harry à BBC em maio de 2025 como o momento definitivo para desistir de retomar a relação com o cunhado. As alegações são de Christopher Andersen, jornalista norte-americano e biógrafo real, autor de 35 livros. Em Kate!: The Courage, Grace, and Power of the Woman Who Will Be Queen, o escritor traça um retrato, no geral, positivo da princesa, levando em conta o depoimento de “fontes próximas” do casal real, mas não deixa de abordar temas polémicos que a realeza procura manter privados — como o relacionamento com William e a forma como a família lidou com a doença.

Entre as revelações do livro está a de que Carlos e Camila terão pedido que Kate, alcunha para Catherine, mudasse de nome. “Carlos e Camila tinham monogramas reais que consistiam em C’s entrelaçados sob uma coroa”, explica o autor da biografia, afirmando que os agora Reis terão ficado preocupados com a possibilidade de um terceiro monograma com a letra C ser “um exagero”. Por isso, terão pedido à princesa ainda antes do seu casamento com William para que mudasse o seu nome de Catherine para Katherine, justificando que o público já a conhecia como Kate. O pedido terá deixado a mulher de William “ofendida”, e o próprio príncipe bastante “irritado”. O filho de Carlos terá respondido em nome da então noiva, a dizer que aquele era um “insulto… não apenas para Kate mas para toda a família”. O tema terá sido então esquecido pela realeza, afirma Christopher Andersen.

Livro aponta para cancro de bexiga, ovário, útero ou cólon

Mas os detalhes menos conhecidos da biografia dizem respeito à luta contra o cancro. Kate Middleton revelou oficialmente o diagnóstico a 22 de março de 2024, cerca de dois meses depois de ter passado por uma cirurgia no abdómen. De acordo com Christopher Andersen, a princesa já sofria com uma “dor aguda” há semanas quando foi admitida no hospital em Londres para a “cirurgia programada” que o Palácio de Kensington comunicou na altura. O tipo de cancro que a mulher de William enfrentou nunca se tornou público, mas o autor especula algumas possibilidades: bexiga, ovário, útero e cólon. Os palpites são de Giampaolo Tortora, diretor de um centro de tratamento de cancro de um hospital na Itália de onde a equipa que operou Kate terá sido trazida — a mesma que terá também tratado o Papa Francisco.

Andersen também revela ao pormenor a forma como William e Kate terão revelado a doença aos três filhos, no início da pausa de Páscoa de 2024. De acordo com o autor, a família optou por aguardar até que George, Charlotte e Louis estivessem em casa por um período mais longo e longe do possível assédio da imprensa. “Kate e William sentaram as crianças na longa mesa da cozinha para o lanche tradicional após a escola”, revela Andersen. Naquele dia, ao invés de uma peça de fruta ou cenoura, os príncipes serviram brownies de chocolate da Gail’s Bakery, em Londres. “Enquanto as crianças começavam a devorar os brownies, a mamã gentilmente falou sobre como se sentia melhor desde que voltou do hospital em janeiro, e como estava ansiosa para se divertir com eles nas próximas duas semanas. Kate também explicou o motivo para, às vezes, precisar descansar — que quando estava no hospital os médicos encontraram algumas pequenas células de cancro e, para ter a certeza que não voltariam, a mãe precisava de tomar um medicamento especial. É o medicamento, disse ainda, que às vezes a deixa cansada”. Depois, o casal terá justificado aos filhos que precisavam fazer um comunicado público, porque “as pessoas querem saber o motivo da mamã não sair à rua com o papá como de costume”. Andersen afirma que os príncipes perguntaram se os três tinham perguntas — ao que a resposta foi negativa — e que as crianças não pareciam “traumatizadas ou particularmente surpreendidas”. 

Entretanto, esconder a doença do público até a Páscoa causou algum stress dentro da família real, especialmente pelas teorias da conspiração que foram surgindo. “No dia seguinte à alta de Kate da London Clinic, o Palácio de Kensington foi obrigado a rejeitar uma reportagem ‘totalmente sem sentido’ de um canal de televisão espanhol de que Kate havia entrado em coma imediatamente após a cirurgia e demorou duas semanas para recuperar a consciência. ‘É totalmente inventado’, disse um porta-voz do palácio, ‘vou dizer em bom inglês: não é de todo o caso'”, escreve Andersen. Entre as histórias que circulavam estava desde uma intervenção estética, que a princesa havia morrido e sido substituída até que havia sido traída pelo marido com Rose Hanbury. Andersen escreve que “Kate sempre se sentiu pessoalmente humilhada pelos rumores de adultério”, destacando uma piada que Stephen Colbert fez durante o The Late Show como algo que “intensificou a sua crescente sensação de impotência.”

De acordo com o biógrafo, os serviços secretos britânicos descobriram que parte da culpa pela disseminação de informações falsas era dos russos. “Contas nas redes sociais ligadas a uma campanha proeminente de desinformação russa chamada Doppelgänger capitalizou sobre o caso ‘Kategate’, como o fenómeno ficou conhecido, ao explorar o aumento do tráfego para espalhar propaganda russa direcionada principalmente à Ucrânia”, escreve Andersen. “’Trata-se de desestabilização’, explicou mais tarde o especialista em segurança Martin Innes. ‘Pretendiam minar a confiança nas instituições: governo, monarquia, os média — tudo.'”

A divulgação de uma fotografia editada a propósito do Dia da Mãe reforçou ainda mais as conspirações. O autor da biografia também aborda a polémica, explicando que “Kate sempre assinalou a data com a divulgação de uma fotografia sua com as crianças, e percebeu que os responsáveis pelos boatos teriam um dia cheio se ela falhasse em publicar uma imagem amorosa este ano”. Andersen confirma que o objetivo era partilhar “uma fotografia informal de família”, mas que as edições feitas pela princesa acabaram por “acender uma nova controvérsia”. Duas semanas depois da polémica, a princesa anunciou publicamente que lutava contra um cancro — em janeiro de 2025 revelou que a doença está em remissão.

O momento em que Kate “desistiu” de Harry

A biografia também descreve como a princesa sentiu-se particularmente revoltada com as declarações de Harry à BBC em maio de 2025, quando disse que queria uma reconciliação com a família. A entrevista terá sido o ponto de viragem para Kate, que até então teria uma postura “sensata”, a tentar reaproximar os dois irmãos. “O estrago estava feito: as sementes da dúvida sobre as hipóteses da recuperação total do Rei foram lançadas“, descreve Andersen, ao falar sobre uma frase em particular que o duque de Sussex usou para se referir a Carlos III. “Não sei quanto tempo o meu pai ainda tem”, disse Harry na altura, o que terá deixado Kate “mais dececionada do que irritada”. Por outro lado, “William, que já havia batido com a porta por causa do que Harry escreveu em ‘Sombra’, estava, nas palavras de um elemento da corte, ‘apoplético’ de raiva”, escreve o biógrafo. “Agora era hora de fechar a porta de vez, e pela primeira vez Kate, que havia se esforçado mais do que ninguém para reparar a rutura entre os irmãos, entregou de bom grado um martelo ao marido.”

Em entrevista ao US Weekly, Christopher Andersen comentou o episódio, justificando que a reação de Kate tem a ver com a relação mais próxima da princesa com o sogro depois de ambos terem enfrentado o cancro. “Ela é muito mais sensível aos sentimentos do Rei Carlos”, diz o autor. “Sabe melhor do que ninguém que ter alguém a insinuar publicamente que pode estar à beira da morte é terrivelmente desmoralizante“, comenta ainda. “Tenho a certeza de que Kate também deve ter se sentido magoada com esse comentário, já que está numa situação muito semelhante à do Rei”, acrescentou.

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