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Governo quer reduzir para metade dependência dos combustíveis em 8 a 10 anos

Governo quer diminuir para metade a dependência dos combustíveis fósseis "nos próximos oito a dez anos", com base numa estratégia assente na eletrificação da economia.

Agência Lusa
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O Governo quer diminuir para metade a dependência dos combustíveis fósseis “nos próximos oito a dez anos”, com base numa estratégia assente na eletrificação da economia, disse hoje a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Falando na apresentação de um estudo da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), em Lisboa, Maria da Graça Carvalho prometeu apresentar muito em breve ao parlamento uma estratégia que definiu como sendo ambiciosa para reduzir em 50% a dependência energética nacional.

A ministra do Ambiente considerou que, no que toca à produção de energias renováveis, Portugal “não está atrasado, estando em muitos aspetos na linha da frente” da transição energética.

“Somos um exemplo e não podemos perder a oportunidade”, disse ainda Maria da Graça Carvalho, realçando a existência de recursos naturais em território nacional para continuar a transição energética.

A governante afirmou também que a redução da dependência energética dos combustíveis fósseis passa pela criação de áreas de aceleração de energias renováveis, com licenciamentos mais céleres e flexíveis, incentivos ao autoconsumo, mecanismos para apoiar a ligação de gases renováveis (como biometano e hidrogénio) à rede, reforço da capacidade de armazenamento e aposta na capacidade produtiva de gás e combustíveis renováveis.

A apresentação recente do mapa das zonas de aceleração de energias renováveis, coordenado por Maria do Rosário Partidário, vai contribuir, segundo a ministra do Ambiente, para “uma melhor harmonia entre produtores e as populações dos locais onde os projetos se vão inserir”.

Acrescentou que esse mapa identifica as áreas onde se torna mais interessantes desenvolver projetos de renováveis com menor risco para a biodiversidade.

O “Estudo de impacto das energias renováveis em Portugal”, desenvolvido pela EY-Parthenon para a APREN, e apresentado hoje em Lisboa, mostra que as energias renováveis geraram poupanças acumuladas de quase 42 mil milhões de euros no mercado elétrico entre 2018 e 2025. Em 2024, esse impacto traduziu-se numa redução da fatura anual de eletricidade até 636 euros para as famílias e superior a 63 mil euros para as empresas.

Além do impacto na fatura dos consumidores, a APREN estima que as energias renováveis tenham contribuído com 5,34 mil milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, o equivalente a mais de 1% da economia nacional.

A associação prevê ainda que o contributo das renováveis para o PIB possa crescer mais de 370% até 2040, atingindo 32,2 mil milhões de euros por ano, caso sejam ultrapassados entraves ao desenvolvimento do setor.

Acrescenta que a produção renovável tem reduzido a necessidade de importação de combustíveis fósseis, gerando uma poupança média anual de cerca de 2,4 mil milhões de euros nos últimos anos.

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