Tudo estava definido e revisto. Antes do jogo 2, Marcel Matz apontava ao detalhe tudo o que tinha corrido mal no encontro inaugural da final do Campeonato no Pavilhão João Rocha, entre o serviço que não criava as dificuldades necessárias na receção ou os ataques em campo aberto de jogadores como o experiente Edson Valencia. Problema? Existe uma distância entre perceber onde se erra e conseguir evitar esses mesmos erros – até pelo mérito das ações do adversário, claro. E foi nesse binómio que o Sporting voltou a vencer o Benfica no Pavilhão da Luz por 3-0, ficando apenas a uma vitória do bicampeonato naquele que foi o nono triunfo consecutivo frente ao rival. Queria isso dizer que a decisão estava resolvida? Não, longe disso. E bastava ir à última temporada para se perceber que ganhar as duas partidas iniciais dava margem a quem estava atrás de lutar pela recuperação, como aconteceu no título que os leões conquistaram em 2024/25.
https://observador.pt/2026/05/02/nove-seguidas-e-a-contar-sporting-vence-benfica-na-luz-e-fica-a-uma-vitoria-do-bicampeonato-de-voleibol/
“A equipa tem trabalhado muito bem ao longo de toda a época. Temos de manter os índices de concentração sempre o mais alto possível e não dar hipóteses ao Benfica para que nos possa surpreender. Ambos os jogos, tanto o nosso como o deles, são muito esmiuçados, são estudados ao pormenor. Acho que não existe nada assim que possa surpreender muito para qualquer um dos lados. Resta-nos estar no nosso melhor, fazer a nossa parte. Aprendemos a lição no jogo 3 [da final da época passada]: nada está ganho quando se ganha dois jogos. Ninguém nos vai entregar o jogo, a partida não está ganha. Não é porque vencemos os nove jogos anteriores que vamos ganhar este. Vamos agora aplicar-nos e apresentar-nos na máxima força”, salientara Tiago Pereira, capitão do Sporting, em declarações aos meios do clube antes do jogo 3 da decisão da prova.
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“É o derradeiro jogo para conseguirmos uma vitória no playoff final e para tentarmos trazer o jogo 4 para a nossa casa. Toda a gente está muito motivada para fazer o melhor, acima dos 100% com as armas que temos para ganharmos um set e tentarmos colocar também pressão neles, sabendo que o Sporting vai também estar muito motivado. Eles estão muito consistentes, conseguem ter uma linha de receção que neutraliza o nosso serviço. Houve mais de 20 serviços a mais de 100km/hora dos dois lados mas eles conseguem segurar na zona central e talvez tenhamos de fazer um serviço mais aberto para ganhar algum espaço porque depois conseguem ter um bom equilíbrio nas bolas boas. Aí podemos melhores, para haver uma maior pressão do bloqueio das bolas altas, que são 40% do jogo. Não podemos ficar a jogar com o passado, temos uma oportunidade e cada um tem de dar a sua melhor versão”, frisara Marcel Matz, técnico do Benfica, à BTV.
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Os dados estavam lançados, a vários níveis, com a pressão a recair nos encarnados que procuravam também a redenção depois de dois encontros abaixo do nível habitual e que não refletiram o equilíbrio nos dérbis recentes na Supertaça, na final da Taça de Portugal ou na fase regular do Campeonato apesar das vitórias verde e brancas. No final, tudo se manteve: o Sporting foi superior em todos os capítulos onde já tinha estado melhor nos outros encontros e ganhou o oitavo Campeonato da história com um claro 3-0, ficando com o número de títulos do Leixões, a um do FC Porto e a quatro do Benfica (o Sp. Espinho tem 18, o Técnico 13). Em paralelo, os leões igualaram aquela que foi a melhor época de sempre, vencendo todos os títulos nacionais como só acontecera em 1992/93 com uma super equipa que tinha Miguel Maia, Filipe Vitó, os irmãos Cavalcanti, Wagner Silva, Nilson, Florov, Genev e Dankinov liderados por António Rodrigues.
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A história do primeiro set voltou a ser escrita na mesma base daquilo que se tinha visto nos dois encontros iniciais. Os encarnados conseguiram ainda estar na frente nos pontos iniciais, chegaram a um máximo de dois pontos de avanço no 3-1 mas, a partir do momento em que os leões passaram para a frente no 7-6, o parcial foi mudando de figura, com o serviço verde e branco de novo a fazer a diferença para condicionar a receção e os ataques encarnados, permitindo que a vantagem disparasse para claros 18-13 e 21-14 antes de fechar nos 25-18. O Benfica precisava reagir, o Benfica teve tudo menos uma reação: os leões entraram de novo melhor no jogo (6-3), aproveitaram uma das rotações preferenciais para chegarem a um parcial de 6-0 que fez o 13-5 e só teve depois de ir gerindo a vantagem, ganhando o segundo set por 25-17.
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Marcel Matz tentava rodar jogadores, experimentava outras alternativas na receção, no bloco e no ataque mas a parte mental também começava a “jogar”, com o Sporting a mostrar grande confiança mesmo nas fases menos conseguidas para encontrar sempre soluções ofensivas nos pontos assente numa receção de grande nível que “secava” todos os melhores servidores dos encarnados e que fechou a partida com 25-19.
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[Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio]
