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Hong Kong teve o segundo mês de abril mais quente de sempre

Em Hong Kong, as temperaturas mínima (23,8 graus) e máxima (27,9 graus) estiveram muito acima da média durante abril e atingiram os segundos níveis mais elevados alguma vez registados.

Agência Lusa
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A agência meteorológica de Hong Kong anunciou que o mês passado terminou com uma temperatura média de 25,5 graus Celsius, o segundo valor mais elevado de sempre para abril.

De acordo com um comunicado divulgado na terça-feira pelo Observatório de Hong Kong, a temperatura média esteve 2,5 graus acima do normal para o quarto mês do ano. A agência meteorológica refere que as temperaturas mínima (23,8 graus) e máxima (27,9 graus) estiveram muito acima da média e atingiram os segundos mais elevados alguma vez registados em abril.

O recorde histórico para o quarto mês do ano foi fixado em 2024, quando Hong Kong registou uma temperatura média de 26,4 graus, o valor mais elevado desde que há registos, em 1884. O observatório justifica um abril “excecionalmente quente” principalmente com “as temperaturas da superfície do mar mais elevadas do que o normal” no mar do Sul da China.

O comunicado refere ainda que a precipitação total foi de 160,4 milímetros, cerca de 5% acima da média para abril. Choveu mais 20% do que a média em Hong Kong durante os primeiros quatro meses do ano, sublinhou a agência.

Em 16 de fevereiro, o Observatório anunciou que tinha registado a temperatura de 27,9 graus Celsius, o valor mais elevado de sempre, para uma véspera do Ano Novo Lunar. De acordo com cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e intensos em todo o mundo.

Em 2025, Hong Kong foi afetada por 12 tempestades tropicais e tufões, o valor anual mais elevado desde que começaram os registos, em 1917, indicou em outubro a agência meteorológica da região semiautónoma chinesa.

Tanto em Hong Kong como na região vizinha de Macau, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento.

No caso de Macau, situada a 60 quilómetros, onde os Serviços Meteorológicos e Geofísicos emitiram o sinal 8, desde o ano de 1974 que não havia tantas tempestades tropicais e tufões a afetar o território. A Proteção Civil de Macau sublinhou que dois dos 12 ciclones tropicais levaram mesmo à emissão do sinal 10, o último dos quais em 24 de setembro, devido ao supertufão Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025.

Os tufões são fenómenos recorrentes no Sudeste Asiático, quando as águas quentes do oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones, e o sul da China é atingido todos os anos por dezenas dessas tempestades tropicais, especialmente na estação das chuvas, que geralmente começa em junho e termina em novembro ou dezembro.

Segundo um estudo publicado em julho de 2024, os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa do que no passado, intensificando-se mais rapidamente e permanecendo mais tempo sobre terra, em consequência das alterações climáticas.