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(A) :: Um toque na curva 5 que mudou tudo: Miguel Oliveira cai, deixa pista de maca, é levado para hospital e falha corrida 2 na Hungria

Um toque na curva 5 que mudou tudo: Miguel Oliveira cai, deixa pista de maca, é levado para hospital e falha corrida 2 na Hungria

Português saía da quarta posição para a corrida superpole, apostava tudo em chegar a mais pódios depois do terceiro lugar de sábado mas queda após toque de Locatelli obrigou piloto a sair de maca.

Bruno Roseiro
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Tinha tudo para ser um fim de semana tão bom ou melhor do que aquele que conseguiu no Algarve, quando repetiu por três vezes o pódio na terceira posição apenas atrás das Ducati de Nicolò Bulega e Iker Lecuona, acabou por transformar-se no fim de semana mais complicado desde que assumiu posição no Mundial de Superbike pela BMW: logo na saída da curva 5 da primeira volta da corrida superpole, partindo no quarto lugar com legítimas aspirações de repetir o terceiro posto da véspera, Miguel Oliveira esteve envolvido num aparatoso incidente após ter sido tocado por Andrea Locatelli, abandonou e vai falhar a corrida 2.

https://observador.pt/2026/05/02/o-falcao-chegou-a-terra-de-buda-para-continuar-a-voar-miguel-oliveira-regressa-ao-podio-no-arranque-da-ronda-da-hungria/

O português foi retirado da pista de maca depois do acidente, sendo levado para o centro médico do circuito da Hungria e, posteriormente, para o hospital em Szekesfehervar por forma a realizar “avaliações adicionais”. Para já, a comunicação oficial da prova já confirmou que o Falcão não estará presente na corrida da tarde deste domingo devido a uma concussão e lesão no ombro esquerdo. “Foi declarado inapto”, explicou, com esse acrescento de ser a mesma zona onde o português tinha sofrido uma lesão em 2025 na Argentina.

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“Fizemos algumas alterações eletrónicas, nada de muito grande. Era bastante claro onde estava a perder tempo e tentámos trabalhar nisso esta manhã [de sábado], mesmo com condições mais quentes que dificultaram repetir o tempo do FP3. Consegui melhorar um pouco mais e tinha potencial para ser ainda mais rápido, o que é positivo. Mantivemos isso para a corrida, e foi importante para recolher dados. Vai ser difícil, temos uma diferença de 10 ou 12 segundos, mas vamos dar o nosso melhor para reduzi-la. Veremos a posição mas se conseguir lutar novamente pelo pódio duas vezes amanhã [domingo], saio daqui satisfeito”, tinha destacado Miguel Oliveira na véspera, depois do pódio na corrida 1 na Hungria.

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Depois da bandeira vermelha que interrompeu a corrida, Nicolò Bulega voltou a levar a melhor sobre o seu companheiro de equipa, Iker Lecuona, tendo Lorenzo Baldassarri a fechar o pódio da corrida superpole que foi realizada na manhã de domingo. À tarde, a corrida 2, o italiano somou a 12.ª vitória do ano (16.ª seguida, contando com as quatro anteriores em 2025), seguido de Lecuona e, desta feita, de Yari Montella. Apesar de não ter participado nesse momento, Miguel Oliveira manteve a quarta posição no Mundial com 85 pontos, a 14 do britânico Sam Lowes mas tendo agora a pressão de Alex Lowes e Montella apenas a três.

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