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Os nervos do gigante Robinson no dérbi dos altos e baixos: Sporting vence Benfica e conquista Taça Hugo dos Santos

Vantagens repartidas, momentos diferentes, um final de nervos a cair para o mesmo: Sporting vence Benfica em Gondomar, conquista Taça Hugo dos Santos e soma segundo título da temporada (77-79).

Bruno Roseiro
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Um triunfo por larga margem do Benfica, uma vitória que chegou a ter vantagens a rondar os 25 pontos do Sporting, um terceiro dérbi que valia agora um troféu. Ao contrário de outras temporadas recentes, os rivais lisboetas entravam em maio com apenas dois jogos entre ambos a contar para a fase regular do Campeonato (podendo depois terem novos duelos no playoff, neste caso se ambos chegarem à decisão). Agora, quase que a contrariar a antecâmara da Final Four da Taça Hugo dos Santos marcada pelas surpresas, águias e leões confirmaram que são as duas melhores equipas nacionais da atualidade e não “facilitaram”.

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Primeiro, o Sporting. Tendo pela frente o Imortal, que eliminou o Sp. Braga no acesso à Final Four, a equipa verde e branca corrigiu os erros cometidos na semana passada no Algarve para a Liga (derrota por 64-61), ganhou por 80-71 e conseguiu regressar à decisão da Taça Hugo dos Santos após dois anos de ausência. “Nestes jogos há sempre um aspeto emocional cujo peso pode ser muito importante mas o Sporting cumpriu os objetivos delineados para este desafio: vencer e rodar ao máximo a equipa. Não estivemos bem no plano ofensivo mas acabou por corresponder às exigências no desempenho defensivo. Depois de assumirmos a liderança do marcador, gerimos a vantagem com consistência”, destacou Luís Magalhães, treinador do Sporting que lamentou também o pouco público que esteve presente no Multiusos de Gondomar.

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Depois, o Benfica. Confirmando a fase ascendente iniciada após a derrota no Dragão Arena frente ao FC Porto, que foi eliminado pela Oliveirense no acesso às meias-finais, os encarnados voltaram a ligar o rolo compressor em termos ofensivos e não deram hipóteses ao conjunto de Oliveira de Azeméis, assegurando a passagem à decisão com um triunfo claro por quase 30 pontos (104-76). “A Oliveirense vinha de um jogo muito desgastante frente ao FC Porto e as coisas não lhes correram bem mas o Benfica também tem mérito na forma como defendeu. Fomos muito eficazes no lançamento exterior e essa eficácia deu-nos outra tranquilidade, principalmente neste contexto a eliminar. A força do Benfica é o seu coletivo porque cerca de 90% dos nossos ataques ninguém sabe quem vai lançar. A minha forma de estar não é jogar para um jogador e é nesta diversidade que a equipa também tem mérito”, explicou Norberto Alves, técnico do Benfica.

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Estavam lançadas as bases para o terceiro dérbi da temporada entre equipas que têm na parte ofensiva a sua principal arma mas que tinham vencido os anteriores duelos pelo trabalho feito na defesa. Mais uma vez, foi por aí que se decidiu a partida, com a eficácia de lançamento e o menor número de erros no ataque a darem ao Sporting a terceira Taça Hugo dos Santos nos últimos cinco anos, naquele que foi também o segundo título do conjunto verde e branco na presente época depois da Taça de Portugal frente ao FC Porto.

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Os primeiros pontos do encontro até pertenceram a Ben Romdhane mas foi o Sporting que entrou melhor na final, com um triplo de Harden-Hayes, três lançamentos livres de Stephan Swenson e mais um cesto de dois de Francisco Amarante a colocarem os leões com sete pontos de vantagem (9-2), obrigado Norberto Alves a pedir logo a primeira paragem técnica da partida. Nem assim os encarnados entraram verdadeiramente na partida apesar das soluções de lançamento que começaram a ser encontradas, esboçando apenas a reação já com dez pontos de desvantagem ainda no primeiro parcial perante a eficácia dos verde e brancos no tiro exterior (15-5), num quarto que acabou com o resultado de 19-13 que até era curto para os leões.

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Era necessária uma reação, a reação necessário não demorou: com dois pontos de Betinho Gomes e um triplo de Diogo Gameiro, o Benfica não demorou a encostar de novo no resultado logo no arranque do segundo período, conseguindo mesmo passar para a frente pouco depois pela agressividade que conseguiu imprimir na defesa e pela melhoria da eficácia de lançamento de dois e de três (26-22). Nessa fase, até pelas soluções que conseguia apresentar em termos ofensivos, tudo apontava para que os encarnados conseguissem fazer um disparo maior no marcador mas as trocas na defesa zona e a maior variabilidade de combinações no ataque permitiram que o Sporting “agarrasse” de novo o rival, chegando ao intervalo a ganhar por 44-42.

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A segunda parte teve um início com muitas semelhanças ao que tinha acontecido no período inicial, com os leões a dispararem com sucesso através da eficácia nos lançamentos exteriores tendo triplos de Swenson e Francisco Amarante a colocarem a vantagem de novo nos nove pontos (52-43) e os encarnados a terem uma resposta muito assente na superioridade no jogo interior para jogar 1×1 ou soltar para os tiros de fora, como aquele com que Betinho Gomes voltou a empatar as contas da partida (56-56). Seria mesmo o Benfica a acabar o terceiro período na frente com uma margem de dois pontos (61-59), antes de dez minutos finais frenéticos onde as equipas tentavam fazer a diferença na defesa e nos lançamentos longos entre um natural aumento da tensão e dos protestos pela proximidade do resultado no minuto final (76-75) depois de mais uma vantagem dos leões por sete pontos (70-63). Esse contexto aumentou também o número de erros das equipas no ataque, com o Sporting a aproveitar para ser mais forte na decisão para ganhar por 79-77 com Maleeck Harden-Hayes a terminar como MVP depois de ações fulcrais de Robby Robinson na parte final.

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