No relvado do Estádio do Dragão, a euforia tomou conta dos novos campeões nacionais logo após o final da partida frente ao Alverca, que coroou o 31.º título de campeão nacional do FC Porto. Entre os agradecimentos àqueles que contribuíram para o principal objetivo dos dragões, o destaque entre os intervenientes acabou por recair sobre Jorge Costa e o trabalho feito por Francesco Farioli, que uniu o balneário com uma mistura entre a juventude e a experiência e devolveu o emblema portista ao principal patamar do futebol português.
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No que concerne ao jogo da 32.ª jornada do Campeonato Nacional, o principal destaque foi Jan Bednarek, autor do único golo, que lhe valeu a atribuição do prémio de Homem do Jogo pela Liga Portugal. “Estamos todos muito felizes. No fim do dia conseguimos, estamos a celebrar. Foi uma temporada longa, com muitos jogos e muitas emoções. Aquilo que aconteceu há instantes [homenagem a Jorge Costa] foi especial. Teve um papel especial, faz parte do jogo. Todos nós fomos líderes no relvado. Conseguimos e estamos todos muito satisfeitos. Jorge Costa? Foi a primeira pessoa que me recebeu, é especial”, assumiu o polaco na flash-interview da sport tv, que foi interrompida pelos festejos dos companheiros, uma constante ao longo da noite.
“Tanta emoção… antes do jogo revi muitas recordações desta época, de todas as dificuldades que passámos. Tenho um orgulho enorme nesta equipa e no staff técnico. Levámos o FC Porto ao devido lugar. A nossa união foi o principal. É um grupo muito unido, jovem e com alguns ‘carcaças’. Foi uma mistura muito positiva, com respeito. Essa união deu-nos força para enfrentarmos as dificuldades. O nosso estilo de jogo representa união e trabalho. Agradeço a todos os funcionários do clube, que muitas vezes passam despercebidos. Agradeço à direção e ao presidente por todo o apoio. Há tanta coisa para dizer e lembrar… o nosso Jorge, o Diogo Jota e o André [Silva]. Hoje [sábado] acordei muito emocionado. Sabia que algo bom ia acontecer. Agradeço aos adeptos por todo o apoio. Realmente somos um povo diferente, ‘ranhoso’ e muito unido ao mesmo tempo”, começou por dizer Diogo Costa ao mesmo canal, enquanto envergava uma camisola com o nome e número de Diogo Jota.
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“Sempre passei a mensagem aos jogadores que este clube nunca ganhou nada sem sofrer. Foi isso que fizemos. Trabalhámos em silêncio e acreditámos sempre nas nossas ideias. Cada um de nós colocou o colega à frente. Essa nossa união e competência foi a nossa fortaleza. Sofremos, mas unidos mantivemos a nossa confiança. Rivais? Ficamos gratos pelos nossos rivais reconhecerem a nossa competência e qualidade. Este ano todos sentimos que o FC Porto estava diferente. Respeito por todos e pela nossa Liga. Ganhar o Mundial? Claro que sim”, concluiu o capitão portista.
Já Thiago Silva confessou ao Porto Canal “nunca” ter imaginado poder ser campeão nos dragões. “Não esperava voltar à Europa. Passam muitas coisas pela minha cabeça… é o primeiro título sem a minha mãe. Ela está muito contente com tudo o que fiz. Não gosto de falar de mim, mas estou super orgulhoso por tudo o que fiz na minha carreira. Chegar a meio de uma temporada, com o comboio em andamento, é sempre complicado. Levo um ano e meio sem férias. Na minha estreia, frente ao Benfica, tinha seis dias de treino com o grupo. O legado não se impõe nas pessoas, mas sim nas atitudes e no compromisso. Vou tentar deixar o lado competitivo. É o meu 33.º troféu da carreira. Por dentro estou a transbordar de alegria. O clube mereceu desde o início. Disseram que o clube que jogava pouco estava em primeiro… desde o primeiro momento até ao último que estivemos na frente. Acho que o FC Porto é muito grande e merece respeito”, criticou o brasileiro.
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À sport tv, Gabri Veiga destacou a temporada “de transição” feita pelo FC Porto. “O meu primeiro objetivo, antes de tudo, era devolver o FC Porto ao lugar que merece. É o maior clube de Portugal. É muito merecido. Estamos muito contentes. Mudou a mentalidade. O presidente foi importante em tudo isso, assumiu a responsabilidade. Fez grandes contratações. Acima das individualidades destaco a grande equipa que temos, lutamos uns pelos outros. Champions? Era o objetivo quando cheguei. Estou muito feliz por tudo”, completou o primeiro reforço da versão 2025/26 dos dragões.
Por sua vez, William Gomes e Pepê apresentaram-se juntos no Porto Canal e bem ao seu estilo: com muita animação e de óculos na cara. “É uma sensação inexplicável. Acho que merecemos muito durante o ano. É a consagração de um título ganho por mérito nosso. Só nós sabemos o que passámos durante a época. Fomos muito resilientes e conseguimos conquistar o título. Este título passa muito pelo Jorge Costa. Foi um dos primeiros a acreditar em nós. Foi a chave deste ano. Fisicamente ele já não está cá, mas tenho a certeza que está orgulhoso de nós”, começou por dizer William. “Estou muito feliz por este título. É muito merecido. Agradeço aos adeptos por todo o apoio. Estiveram sempre ao nosso lado e agora é aproveitar ao lado deles. Jorge Costa? É um sentimento inexplicável. É uma pessoa que sempre acreditou e que colocou muita fé em nós. Nunca deixou de acreditar em nenhum de nós. Esse título é dedicado a ele e a toda a família”, acrescentou Pepê.
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“Estou muito contente. Este grupo merecia ser campeão. Estivemos sempre na frente. É um prémio para o grande trabalho que fizemos ao longo da temporada. Jorge Costa? Passámos por muitos momentos maus. A perda do Jorge foi muito importante porque era uma grande figura para nós. Tínhamos que ser campeões por ele. Acompanhou-nos em tudo. A chegada da nova equipa técnica e de novos jogadores trouxe uma mentalidade muito boa. A mudança foi muito boa”, partilhou Alan Varela ao Porto Canal.
“Estou muito orgulhoso. Os adeptos foram importantes em todos os momentos. Não era possível sem eles. Estamos muito orgulhosos e satisfeitos. É muito importante ganhar em casa. Depois de alguns anos sem troféus é muito importante. O futebol é feito de títulos. É a minha primeira época no FC Porto e adorei todos os momentos que passámos juntos como equipa. Adoro estar no FC Porto e dar esta alegria aos adeptos. Farioli? Manteve o grupo junto. É muito bom taticamente. Evoluímos durante toda a época. Merece muito isto. Quando perdeu o campeonato no Ajax, sabemos que foi difícil. Estamos muito contentes por ele. Segredo? Sempre fomos uma equipa e um grupo nos bons e nos maus momentos. Trabalhámos todos os dias. Adoraria jogar a Liga dos Campeões na próxima época”, analisou Victor Froholdt na zona mista.
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Já Martim Fernandes, que se sagrou campeão pela primeira vez, espera que este “seja o primeiro de muitos” títulos. “Quero continuar a alegrar este povo e a mim também, que sou portista de nascença. Temos de continuar a trabalhar em busca de mais. Merecemos ter ganhado este troféu desta forma. Foi um ano muito complicado e conseguimos demonstrar que éramos capazes de ultrapassar tudo. Jorge Costa? É uma figura no FC Porto e diz-nos muito. Desde que chegou que nos passou a mística do clube e o que significa ser FC Porto. Foi um grande momento e merecido”, rematou. “É um sonho. Já estive do outro lado como adepto, mas senti-lo como jogador é diferente. É um sonho de criança e estou muito feliz por estar aqui e pertencer a este grupo. Há um ano estávamos todos a sofrer, por isso há que aproveitar este momento de alegria. O ano passado estávamos no terceiro lugar, sofremos muito. Este ano estamos cá outra vez e somos campeões com muito mérito”, acrescentou Rodrigo Mora.
“Estou muito feliz. É um sonho de criança e é difícil descrever este momento. Ganhar o título, ainda por cima com a família toda aqui, torna tudo especial. Desde o início da época que ambicionava isto. Quero aproveitar ao máximo e recordar para sempre. Hoje é noite de festa. Já merecíamos isto há muito, após muito tempo sem ganhar. Vamos festejar porque bem merecemos”, frisou Alberto Costa. Já André Miranda disse que trabalhou “toda a época para este dia chegar”. “Tenho de trabalhar muito e quero contribuir mais para a equipa A, chegar mais vezes a este patamar e ser campeão mais vezes. É o meu primeiro título na carreira e um sonho de carreira que concretizei. Renovação? É fruto do meu trabalho. O staff e os dirigentes têm visto isso e elogiam-me. Tento sempre trabalhar mais e espero ser campeão mais vezes. Já estava com saudades do relvado. Estive dois meses sem jogar devido a lesão. A última vez que joguei foi na estreia, contra o Arouca. Quando voltei foi para festejar o título de campeão. Faltam dois jogos e espero poder jogar”, completou ao Porto Canal.
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“É o cumprir de um sonho. Temos que ser um exemplo para os mais jovens e para todos aqueles que têm sonhos. O meu regresso ao FC Porto tem muito a ver com ter um propósito muito maior que nós próprios e é um orgulho enorme ser um exemplo para os jovens da formação. Cumpri um sonho e estou muito feliz”, partilhou João Costa, o terceiro guarda-redes do plantel.