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Do Coreto ao Marquês, entre falhas de energia e um melão: como foi a festa do FC Porto após o 31.º Campeonato

Depois das homenagens a Jorge Costa e Pinto da Costa, jogadores desfilaram de madrugada num palco montado após o título no Coreto. Festejos foram feitos por todo o País, incluindo Marquês de Pombal.

Manuel Conceição Carvalho
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Inês Lacerda
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Começou em Tavares Bastos, nos primórdios da Primeira Liga, e agora vai parar às mãos de Diogo Costa. Para além das cores que estes dois jogadores representam, há o título de campeão nacional como denominador comum entre ambos. O FC Porto ganhou a primeira edição da Liga Portuguesa, em 1922, e agora tornou-se detentor da última, em 2026. Ao todo, são já 31, apenas a sete do Benfica.

https://observador.pt/liveblogs/fc-porto-alverca-o-ultimo-passo-para-a-conquista-do-campeonato/

Muitos presidentes, mais treinadores e ainda mais jogadores. Foram centenas as figuras do FC Porto envolvidos nas 31 conquistas do mais importante troféu nacional. O último, este sábado, contou com um golo de Bednarek , numa partida em que até o empate bastava. Apesar da conquista ainda com duas jornadas por disputar, os dragões só terão cerimónia oficial de consagração na última ronda – mas já foi noite de festa.

Os dragões tiveram campeões para todos os gostos. Houve, por exemplo, João Pinto, Vítor Baía ou Jorge Costa. Houve Paulinho Santos, Fernando Gomes ou Deco. Na área técnica, a sequência de 31 títulos agora continuada por Farioli, iniciou-se com Adolphe Cassaigne, ainda antes de o emblema do clube adotar o brasão ou o dragão. Na presidência, Pinto da Costa foi quem esteve envolvido em mais títulos, enquanto André Villas-Boas assume agora uma sequência iniciada por Eurico Brites.

A mais recente conquista do FC Porto marca o primeiro título de campeão nacional de André Villas-Boas como presidente do clube. Não é, ainda assim, o único a estrear-se. Também Farioli acaba de se estrear em termos absolutos na conquista de um troféu como treinador, depois de no ano passado ter deixado escapar essa possibilidade, após uma vantagem de nove pontos no comando do Ajax. E se o abraço entre ambos ficou como imagem de marca por altura da homenagem no Dragão a Jorge Costa, Villas-Boas teria também o seu momento mais “fora da caixa” quando passou pelo balneário e bebeu um shot.

De forma natural, a festa não demorou a eclodir no Dragão… e arredores. Além dos 50.000 que encheram o Estádio, muitos milhares acompanharam o encontro nas imediações do recinto para fazerem a festa e, em paralelo, ficarem para a celebração improvisada na zona do Coreto, que começou já de madrugada depois de toda a estrutura ter sido montada apenas com o título já garantido – e que teve um improviso inesperado, quando uma falha de energia obrigou a um compasso de espera até ao final do desfile dos campeões, que teve o momento mais inusitado quando Samu foi buscar um melancia… que foi depois atirada do palco. Foi também por essa altura que surgiram as provocações aos rivais, mais concretamente ao Sporting e a Frederico Varandas, da questão do “medo” que foi recordada por Gabri Veiga aos cânticos.

Também em vários pontos do País os portistas saíram à rua para fazerem a festa. Em Lisboa, como é habitual, o ponto de concentração voltou a ser a Casa do FC Porto na Avenida da República, com os adeptos a fazerem depois a habitual descida até ao Marquês de Pombal entre algumas “bicadas” aos rivais diretos como um portista que foi para a festa com um melão com a cara de Frederico Varandas, presidente do Sporting.