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Corina Machado convoca para domingo manifestação em vários países

Além das manifestações no exterior, a organização de Corina Machado, o Comando com a Venezuela, estabeleceu mais de 20 pontos de encontro em várias cidades venezuelanas.

Agência Lusa
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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, convocou para domingo uma manifestação em mais de 120 cidades de todo o mundo, incluindo em Portugal, de apoio aos presos políticos e das pessoas perseguidas no país sul-americano.

“Eles e as suas famílias precisam da nossa voz, precisam da nossa força, e é por isso que vamos levantar a nossa voz este domingo, 03 de maio, para que o mundo inteiro ouça o clamor pela liberdade, pela justiça, pela democracia, que hoje elevamos da Venezuela”, enfatizou Machado num vídeo publicado nas suas redes sociais.

A vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025 está fora da Venezuela desde dezembro passado, quando viajou para a Noruega para receber a medalha do Prémio Nobel da Paz, depois de ter passado um ano escondida para evitar a detenção pelas autoridades, que a acusam de violência e de incitar a uma invasão militar.

A organização de Machado, o Comando com a Venezuela, estabeleceu mais de 20 pontos de encontro em várias cidades venezuelanas, segundo várias publicações na sua conta de Facebook.

Em Caracas, um desses locais será a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN), conhecida como El Helicoide, onde estão ou estiveram detidos inúmeros presos políticos.

Além disso, estão previstas 12 manifestações em Espanha, em locais como Madrid, Tenerife, Valência e Barcelona.

Outros países incluídos são a Itália, Portugal, Bélgica, Holanda, França, bem como os Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina, Chile, Panamá, Equador, Uruguai, Colômbia e Peru.

Segundo a organização não-governamental (ONG) Foro Penal, existem 454 presos políticos na Venezuela, incluindo 41 estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, embora o país ainda tenha em vigor uma lei de amnistia limitada a determinados crimes e períodos específicos.

O Governo venezuelano alega frequentemente que existem “presos políticos” no país, afirmando que estão encarcerados por terem cometido crimes, uma posição rejeitada por várias organizações não-governamentais e partidos da oposição.