Uma pausa nas competições europeias, outro jogo grande no Campeonato, mais um clássico que podia ser muito mais do que isso – e sem ligação a toda a polémica que se passou no Dragão Arena, no arranque da fase final, quando os leões tentaram não ir a jogo depois de entrarem num balneário com um cheiro anormal que levou mesmo a que Ricardo Costa e Moga fossem assistidos e ficassem de fora. Agora, a meio dos quartos da Liga dos Campeões e da Liga Europeia com jogos decisivos a meio da semana, o Sporting podia sagrar-se tricampeão nacional frente ao FC Porto e pretendia também manter o vivo o objetivo de acabar a temporada só com triunfos a nível nacional, algo que não acontece desde 2020/21… com os dragões.
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“Estamos super motivados, queremos ganhar já o título contra uma boa equipa como o FC Porto. Só podemos pensar na vitória. Tem sido um ano extraordinário, queremos ganhar já o título e esperamos casa cheia, como contra o Aalborg. Queremos ganhar porque temos o objetivo de acabar o Campeonato só com vitórias. Estamos muito motivados, sabemos da dificuldade de ganhar um Campeonato e três seguidos ainda é muito mais difícil. Temos feito um excelente trabalho. Seria um feito notável mas ainda não está feito”, destacara Martim Costa, internacional português que deixava também de parte a segunda mão dos quartos da Liga dos Campeões na Dinamarca: “Tanto nós como o FC Porto vamos esquecer a parte europeia e focar no Campeonato. Os clássicos são muito equilibrados e [na primeira fase] o nosso jogo em casa com o FC Porto foi decidido por um bloco do Moga, na última posse de bola. Foi mesmo até ao fim”, recordou.
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“Vamos dar o nosso melhor para ganhar. Vimos de um jogo contra o Melsungen em que jogámos bastante bem, só perdemos porque cometemos algumas falhas técnicas, deveríamos ter feito mais algumas defesas e talvez marcado mais. Se entrarmos com o mesmo espírito podemos fazer um bom jogo contra o Sporting. Todos acreditam que é possível ganhar, se lutarmos como lutámos no último jogo acho que temos boas hipóteses de o conseguir”, salientara o guarda-redes sueco Sebastian Abrahamsson, que pensava também na segunda mão dos quartos da Liga Europeia: “A eliminatória ainda está em aberto. Claro que vai ser difícil porque perdemos por cinco golos de diferença mas ainda podemos reverter essa desvantagem”.
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Era neste contexto que chegava o sexto clássico da temporada, depois dos triunfos do Sporting nas duas partidas da primeira fase, na Supertaça, na Taça de Portugal e no arranque da fase final, no Dragão. Mais: os leões tinham na mão a possibilidade de chegarem ao nono troféu nacional consecutivo sendo tricampeões 36 anos depois, na senda de um dos melhores períodos do andebol verde e branco com quatro títulos consecutivos. Não houve história, numa senda que continua: com a 33.ª vitória seguida no Campeonato (a 26.ª esta temporada) e o 44.º triunfo consecutivos em provas nacionais contando com Taça e Supertaça, o Sporting fez a festa e terminou em comunhão com os adeptos… a sonhar com a Final Four da Champions.
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Foi num ambiente quase de festa que a partida começou, algo que acabou por ter interferência nos minutos iniciais com algumas falhas pouco habituais nos leões que foram aproveitadas da melhor forma pelos azuis e brancos para se manterem ligados ao resultado depois de um avanço de dois golos dos visitados a abrir (3-1). No entanto, com Andre Kristensen a fazer um prolongamento da grande exibição que fizera com o Aalborg saindo do banco ainda na primeira parte, um parcial de 3-0 permitiu que os leões avançassem para uma vantagem de quatro golos (11-7), num momento que acabaria por mudar aquilo que estavam a ser as grandes característica dos clássico até aí. O FC Porto continuava a não conseguir uma primeira linha leonina com cerca de 75% dos golos, o Sporting tinha na defesa do pivô (Daymaro Salina ou Vasco Brandão) o principal problema e só mesmo quando havia aproximações no resultado o ritmo da partida mudava, numa toada que colocou o resultado em 15-12 ao intervalo com cinco golos de Kiko Costa, o melhor marcador.
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O xeque estava dado, o mate não demorou: com uma entrada a todo o gás na segunda parte, a vantagem foi para os cinco golos logo a abrir (18-13) e chegou pela primeira vez aos seis pouco depois (20-14), deixando o FC Porto sem capacidade de reação perante o aumento da agressividade defensiva dos leões que baixou nessa fase o número de golos marcados. Com isso, e perante uma vitória que estava escrita e um título que estava há algum tempo entregue, as duas equipas foram também rodando as suas opções para gerir também os minutos dos mais utilizados para as “finais” europeias que terão na Liga dos Campeões e na Liga Europeia. Já nas bancadas, e enquanto no Porto se fazia a festa do título do futebol, o Pavilhão João Rocha celebrava o tricampeonato de andebol 46 anos depois com um triunfo que ficaria fechado pela margem de 36-29, que foi histórico por outro motivo: sendo o 24.º Campeonato, igualou o número de títulos do FC Porto.
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