Com a eliminatória europeia em pausa, o Arsenal voltou a apontar as baterias para a Premier League. Numa altura em que a temporada caminha a passos largos para o final, o calendário dos gunners está mais congestionado do que nunca. A equipa de Mikel Arteta que, há pouco mais de um mês, parecia a caminho da reconquista do Campeonato inglês, tem agora que jogar em duas frentes com o objetivo de superar o Atl. Madrid e chegar à final de Budapeste na Liga dos Campeões. A primeira mão até correu bem, já que os londrinos saíram da capital espanhola com a eliminatória empatada, tendo agora a decisão em casa (1-1). Por outro lado, continuava a haver pouco espaço para distrações já que, três dias depois da viagem a Espanha e três dias antes da receção aos colchoneros, o Arsenal tinha pela frente mais um dérbi no seu campeonato, frente ao Fulham de Marco Silva.
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“Estamos focado no Fulham e com ambição. Temos vontade de jogar, vontade de competir, vontade de vencer e vontade de nos aproximarmos da concretização do nosso sonho. Acho que temos energia suficiente. Estamos a jogar para ganhar a Premier League e é exatamente onde queremos estar. Estou pronto para entrar em campo. Temos de estar à altura de qualquer contexto e de qualquer situação para alcançarmos o nosso objetivo. Temos de conseguir a vitória em casa. Quero ver vontade, vontade de vencer, é isso mesmo. Queremos competir, preparar-nos e alcançar o objetivo que estabelecemos no início da época. O Marco [Silva] está a fazer um trabalho notável. Já o disse muitas vezes: na minha opinião, é um dos melhores treinadores da Liga. A forma como organiza as suas equipas, o que tem feito pelo clube… é incrível. Sabemos que amanhã [sábado] vai ser um jogo difícil”, explicou Mikel Arteta que, em caso de triunfo, podia terminar o dia com mais seis pontos que o Manchester City.
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Frente aos cottagers, os gunners chegaram a este duelo sem qualquer derrota em sua casa, numa rivalidade que começou em 1904 e era composta por 32 jogos da Premier League e um da Taça de Inglaterra repartidos entre Plumstead, Highbury e Emirates. O que é certo é que o Fulham nunca conseguiu vencer em casa do rival, fazendo deste o maior recorde de invencibilidade em casa da história da Liga inglesa. Com vista a prolongar esse registo, Arteta colocou Bukayo Saka no ataque, ao lado de Viktor Gyökeres, Eberechi Eze e Leandro Trossard. Na defesa, a grande novidade foi o regresso de Riccardo Calafiori após lesão. No Fulham, o ex-Benfica Raúl Jiménez foi titular no ataque, com Bernd Leno a defrontar a antiga equipa.
Os gunners voltaram a ter uma entrada forte no jogo, repetindo o que fizeram frente ao Newcastle, e colocaram-se a vencer desde cedo, com Saka a receber na direita e a “sentar” Jiménez servindo, já dentro da área, Gyökeres, que só teve de encostar para o seu 20.º golo da temporada (9′). A partir daí, o Arsenal manteve a toada ofensiva e ficou perto de marcar novamente pelo avançado ex-Sporting, com Leno a negar-lhe o bis (27′). Logo a seguir, Calafiori chegou a dobrar a vantagem caseira, mas o lance foi anulado por fora de jogo (29′). Na reta final da primeira parte, o Arsenal resolveu o jogo com o sueco a inverter os papéis e a servir o inglês para o 2-0 (40′). Pouco depois, Trossard rompeu a defesa adversário, entrou na área e cruzou para o segundo poste, onde Gyökeres apareceu a cabecear para o seu bis (45+4′).
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Na etapa complementar, Mikel Arteta começou a gerir a sua equipa antes da decisão europeia, colocando de pronto Noni Madueke no lugar de Saka. Pouco depois foi a vez de Martín Zubimendi e Gabriel Jesus renderem Declan Rice e Viktor Gyökeres, numa altura em que o Arsenal continuava por cima e a controlar. Max Dowman também foi lançado no lugar de Eberechi Eze, antes de Calafiori cabecear à barra (81′) e de Cristhian Mosquera substituir Ben White, mas o jogo não teve mais ocasiões e permitiu ao Arsenal chegar aos 76 pontos, contra os 70 do Manchester City. O Fulham está por esta altura a dois pontos dos lugares europeus, mas atrasou-se nessa luta.