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O Falcão chegou à terra de Buda para continuar a voar: Miguel Oliveira regressa ao pódio no arranque da ronda da Hungria

No exigente traçado húngaro, Miguel voltou a dar nas vistas no arranque, partindo para uma grande exibição a caminho do pódio. Português repetiu terceiros lugares do Algarve e é o melhor não Ducati.

Tiago Gama Alexandre
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Com o primeiro terço da temporada prestes a chegar ao fim, a estreia de Miguel Oliveira no Campeonato do Mundo de Superbike continua a ser bastante positiva. Apesar de Nicolò Bulega e da Ducati terem dominado todas as corridas, o português é aquele que está mais perto dos pilotos da marca italiana, chegando ao Grande Prémio da Hungria no quarto lugar do Mundial de pilotos, atrás das Ducati de Bulega, Iker Lecuona e Sam Lowes. Agora, o Falcão chegava ao inédito traçado do Balaton Park, em Budapeste, à procura de continuar a desenvolver a sua BMW M 1000 RR e de ter uma janela de oportunidades que lhe permita quebrar a hegemonia da Ducati.

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O grande ponto de interrupção que norteava o traçado húngaro antes do fim de semana podia jogar a favor do português, que costuma de se evidenciar nestas condições. Para além disso, o facto de este ser um circuito técnico, com zonas de travagem exigentes e diversas mudanças de direção, o que beneficiava as motos com forte estabilidade na travagem, jogava a favor da BMW e de Miguel Oliveira. O piloto de Almada mostrou-se confortável desde cedo nos treinos livres, terminando a primeira sessão, onde atingiu os 277,6 km/h, no sétimo lugar, a 1,139 segundos de Lecuona. Na sessão da tarde, Oliveira vinha com ritmo de top 5 quando a bandeira amarela travou o seu registo, que se ficou pelo nono posto (a 824 milésimos do espanhol). Já este sábado, o BMW foi sexto na última sessão, reduzindo distâncias para os seis décimos.

“Chegamos aqui recarregados e cheios de energia para enfrentar o Balaton Park Circuit. É encorajador olhar para os resultados do ano passado e ver que a moto funciona bem aqui. O nosso trabalho é fazê-la funcionar desde o início, logo nos treinos livres. Vamos ver o que conseguimos fazer, mas o objetivo é mantermo-nos no top 5. Se conseguirmos isso, teremos um bom fim de semana. No ano passado, no MotoGP, esta pista foi um bom ponto de viragem para mim. Fiz uma boa corrida. Foi difícil de gerir com a moto mais longa do MotoGP e também complicado travá-la nas retas curtas, mas terminámos com um fim de semana muito positivo. Acho que tivemos um início de temporada bastante sólido. Já ultrapassámos as duas pistas mais difíceis para a moto, por isso espero que, a partir daqui, possamos estar de forma mais consistente perto dos primeiros”, analisou Miguel Oliveira antes do início dos testes em Budapeste.

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Já este sábado, Miguel Oliveira chegou a rodar no terceiro lugar na superpole, mas caiu bastante e terminou a sessão a agarrar-se ao top 4, partindo novamente do início da segunda linha da grelha de partida. Por seu turno, Nicolò Bulega voltou a conquistar a pole position e com direito a recorde do circuito. À semelhança do que tem feito, o português voltou a ter um arranca forte, que acabou por quebrar logo na primeira curva, quando caiu para o sexto lugar depois de ter tocado em Andrea Locatelli (Yamaha) e Yari Montella (Ducati). Ainda assim, Oliveira recuperou logo a seguir e, a meio da volta inaugural, já tinha ultrapassado Locatelli para regressar ao quarto lugar. Em sentido inverso, Lorenzo Baldassarri (Ducati) teve uma corrida para esquecer, passando de segundo para nono no arranque e caindo, de forma aparatosa, na segunda volta.

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A partir daí, Miguel começou a ser pressionado por Lecuona, esteve perto de entrar no pódio por conta de um erro de Montella, mas perdeu mesmo o quarto posto para o espanhol a 17 voltas do fim. Na frente não houve surpresas e, à décima volta, Bulega já tinha quatro segundos e meio de vantagem. Com a luta pelos restantes lugares do pódio a pender para quatro pilotos, Iker Lecuona assumiu o segundo lugar e separou-se do trio que lutou pelo terceiro lugar e onde Alberto Surra (Ducati) começava a somar erros. Por seu turno, Miguel Oliveira continuou ao ataque e ultrapassou Montella com um mergulho por dentro e colou-se ao italiano da Motocorsa, deixando-o para trás a 13 voltas do fim. Na parte final, Miguel tentou conservar o terceiro lugar, mantendo Montella a sete décimos de distância. O objetivo do Falcão acabou por ser ultrapassado com sucesso, com Miguel Oliveira a fechar o pódio atrás de Nicolò Bulega e Iker Lecuona, afirmando-se como o melhor não Ducati. O português está agora a apenas quatro pontos do pódio no Mundial.

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