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(A) :: Nove seguidas e a contar: Sporting vence Benfica na Luz e fica a uma vitória do bicampeonato de voleibol

Nove seguidas e a contar: Sporting vence Benfica na Luz e fica a uma vitória do bicampeonato de voleibol

Viragem de paradigma no voleibol nacional chegou para ficar: Sporting venceu nono dérbi seguido com o Benfica, agora na Luz, e está a um triunfo de revalidar Campeonato após Supertaça e Taça (0-3).

Bruno Roseiro
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Um, dois, cinco, oito. Sem que nada o fizesse prever depois de cinco títulos consecutivos, o Benfica, que era dono e senhor do voleibol nacional após a vitória do Sporting em 2018, perdeu a receita para se superiorizar nos dérbis. Mais: isso aconteceu na pior altura possível, quando os encarnados venciam o playoff final do Campeonato de 2024/25 por 2-0 e estavam apenas a um triunfo do hexacampeonato. Não mais o conjunto da Luz voltou a bater os leões entre Campeonato, Taça e Supertaça, numa série de mais de um ano onde a formação de Alvalade fez uma série de oito vitórias, a última a abrir a final do Campeonato de 2025/26. Era isso que o conjunto de Marcel Matz queria agora contrariar, sob pena de ver fugir outro título.

https://observador.pt/2026/04/25/atropelo-de-campeao-sporting-volta-a-superiorizar-se-e-de-que-maneira-ao-benfica-e-comeca-final-a-ganhar/

“Apesar de ter havido dois sets equilibrados, estivemos um pouco abaixo das expetativas. Queremos fazer com que o Sporting tenha mais dificuldade no sistema ofensivo porque, com o serviço deles, conseguem colocar-nos pressão no nosso sistema ofensivo. Temos de equilibrar esse tipo de jogo e acreditar que dá para fazer um trabalho um pouco melhor no serviço. Queremos mudar o fluxo do jogo em alguns setores e causar desconforto no bloqueio e na defesa do Sporting para equilibrar a série. Temos capacidade de igualar mas a questão é tirar a bola da mão dos distribuidores porque têm uma capacidade muito grande no jogo com velocidade e de fazer com que os atacantes funcionem”, apontara o técnico dos encarnados à BTV.

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“O jogo na Luz será mais difícil do que foi no Pavilhão João Rocha porque o Benfica vai jogar em casa e não tem outra escolha que não seja tentar pressionar-nos mais no serviço. Temos de manter a nossa receção estável. Vamos enfrentar alguns momentos duros durante o jogo mas tentaremos manter-nos unidos e lutar por cada ponto. Estamos numa fase da temporada em que não treinamos assim tanto mas mantemos a boa qualidade nos treinos, continuamos a trabalhar bem a componente física para estarmos em boa forma. Espero que a nossa parte mental continue bem orientada no sentido de conquistar. Vamos lutar e queremos trazer a vitória para casa”, salientara o internacional checo Jan Galabov, zona 4 que cumpre a terceira época em Alvalade após passagens por França e pela Polónia (e de ter ganho uma Liga Europeia).

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A parte mental iria ser determinante para o desfecho que um jogo que poderia ser a chave da final, fosse para relançar o Benfica na luta, fosse para aproximar mais o Sporting do título. E havia também o desfecho com contornos dramáticos da final da Taça de Portugal, com os leões a vencerem in extremis nas vantagens da “negra” quando os encarnados pareciam ter o jogo controlado e a prolongaram um arranque de época com a conquista de dois títulos (já tinham antes a Supertaça) depois do regresso à Liga dos Campeões. Agora, a regra manteve-se e, com a nona vitória consecutiva no dérbi, os leões ficaram a um triunfo do título.

https://observador.pt/2026/03/15/os-segredos-sao-cada-vez-menos-mas-o-dominio-continua-a-ser-verde-sporting-vence-benfica-na-negra-e-reconquista-taca-de-portugal/

O primeiro set, apesar do 3-0 inicial do Benfica na rotação inicial com Francisco Pombeiro no serviço, teve muito da análise de Marcel Matz antes do jogo. Problema? Aquilo que os encarnados sabiam que tinham de combater foi aquilo onde acabaram por claudicar, permitindo a reação do Sporting a virar logo para 5-4 e a passar para os dois pontos de vantagem no serviço de Edson Valencia (8-6). Os leões estavam agressivos no serviço, conseguiam colocar bolas limpas para os ataques de Valencia e Galabov e exploravam também da melhor forma o jogo dos centrais para dispararem no resultado para 16-10, fechando com 25-18 o primeiro parcial. O segundo set teve maior equilíbrio, com a receção dos encarnados a melhorar e o ataque leonino a ter mais dificuldades na construção, mas a partir do momento em que o Sporting conseguiu uma vantagem de três pontos com um parcial de 3-0 (15-12) geriu de outra forma até ao 25-22 final.

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Mais do que questões táticas, mais do que serviços, blocos ou receções mais eficazes, havia também uma questão anímica para o Benfica contornar. Era esse o principal obstáculo dos comandados de Marcel Matz frente a uma equipa de João Coelho cada vez mais confiante, a jogar de forma “solta”, com o experiente Sergey Grankin a fazer mais um tratado de como distribuir jogo. Tiago Violas foi tentando dar esse mote, com um parcial de 3-0 que voltou a empatar as contas a nove no terceiro set (9-9). No entanto, mesmo sem o mesmo rendimento ofensivo que conseguira nos primeiros parciais, os leões agarraram-se da melhor forma às vantagens de dois/três pontos e conseguiram novo triunfo por 3-0 com o parcial de 25-22 a fechar.

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