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(A) :: Presidente da FIFA promove aperto de mãos entre representantes da Palestina e Israel. Mas presidente da federação palestiniana recusou

Presidente da FIFA promove aperto de mãos entre representantes da Palestina e Israel. Mas presidente da federação palestiniana recusou

No encerramento do congresso da FIFA, Infantino tentou promover momento de união, mas gesto acabou por gerar tensão com o presidente da Federação palestiniana a acusar Israel de "genocídio".

Tiago Caeiro
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Depois de confirmar a presença do Irão no próximo Campeonato do Mundo, que começa no próximo mês — e de defender que o papel do futebol é também “unir as pessoas” —, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentou promover um simbólico aperto de mãos entre os representantes de Israel e da Palestina no encerramento do congresso da FIFA, no Canadá.

O responsável máximo do organismo que regula o futebol a nível mundial chamou ao palco o presidente da Federação Palestiniana de Futebol, Jibril Rajoub, e o vice-presidente da Federação Israelita de Futebol, Basim Sheikh Suliman, mas o cumprimento acabou por não se concretizar, uma vez que o representante palestiniano se recusou a cumprimentar o israelita.

https://observador.pt/2026/04/30/infantino-confirma-que-irao-vai-jogar-nos-eua-no-mundial-2026-e-afasta-duvidas-sobre-participacao-na-competicao/

“Presidente Rajoub, vice-presidente Suliman, trabalhemos juntos, trabalhemos juntos para dar esperança às crianças. Têm o meu compromisso e o apoio de todo a sala”, disse o presidente da FIFA esta quinta-feira, no encerramento do 76º Congresso da FIFA, em Vancouver, perante um grande aplauso dos presentes.

https://twitter.com/anadoluagency/status/2049974427333341281

De seguida, Infantino desceu do palanque e tentou juntar os representantes israelita e palestiniano, mas não foi bem sucedido. Jibril Rajoub não gostou da iniciativa de Infantino e recusou-se a cumprimentar Suliman, gerando-se um momento de tensão na sala, com o presidente da Federação Palestiniana de Futebol a dirigir-se à audiência.

Não posso apertar a mão de alguém que os israelitas trouxeram para tentar branquear o seu fascismo e genocídio! Estamos em sofrimento”, foram as palavras de Rajoub ao presidente da FIFA, relatadas mais tarde pelo vice-presidente da Federação Palestiniana, Susan Shalabi, que estava no local.

Após o final do congresso, o representante palestiniano explicou porque se recusou a cumprimentar o responsável israelita. “Como é que poderia apertar a mão a alguém assim, que representa um país fascista, racista e que defende a política do seu governo? Creio que não se qualifica para ser meu parceiro”, questionou Rajoub, citado pelo Record.