O transporte de doentes em meios aéreos pode vir a reduzido, acabando com todos os voos noturnos. A hipótese está a ser equacionada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no âmbito de um plano de refundação do organismo, noticia o Expresso esta quinta-feira. “Está a gastar-se muito para uma atividade noturna reduzida”, justificou ao semanário o presidente no INEM, Luís Cabral.
Os números sustentam a argumentação de Luís Cabral. Ao longo do último ano, os voos noturnos (entre as 20h e as 8h) representaram apenas 14% dos voos totais dos quatro helicópteros da Gulf Med — aos quais se juntou esta semana um quinto aparelho. O número é mais elevado quando considerado apenas o período em que os helicópteros começaram a operar durante as 24 horas do dia, mas não por muito: desde outubro, foram registados 38 voos noturnos, de um total de 232, o que representa 16%, detalha o jornal.
A proposta do INEM passa por apostar nos veículos terrestres de resposta rápida, as VMER, sobre as quais Luís Cabral diz que “praticamente em todo o país chegam mais depressa do que o helicóptero”. Por esse motivo, os helicópteros da Gulf Med são apenas uma “redundância”, argumenta o presidente do organismo.
A proposta já foi apresentada à ministra da Saúde, que aludiu à mesma durante a Comissão Parlamentar de Inquérito do INEM durante a semana passada. Sem explicar diretamente a proposta, Ana Paula Martins referiu-se a “bases logísticas de retaguarda”. Trata-se de uma proposta no âmbito do novo modelo do INEM, que inclui a criação destas bases nos hospitais de São João, Santa Maria, Coimbra e Faro.
As bases incluiriam equipas hiperespecializadas e meios aéreos ligeiros para assegurar a transferência de doentes — que podem ser os Black Hawks da Força Aérea, como defende o presidente do INEM. Questionado pelo Expresso, o Ministério da Defesa afirmou que o “prazo-limite de entrega [dos aparelhos] é 31 de agosto”.
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