Cole Tomas Allen, o homem de 31 anos acusado de tentar assassinar o Presidente Donald Trump durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, não irá contestar a prisão preventiva enquanto aguarda julgamento. A decisão foi comunicada pelos seus advogados a um juiz federal esta quinta-feira, segundo a imprensa norte-americana.
Apesar da concordância de Allen em permanecer preso, a sessão ficou marcada por um momento de tensão. Os procuradores tentaram apresentar os seus argumentos formais para justificar a detenção, uma iniciativa que foi travada pela juíza Moxila A. Upadhyaya. “O réu concordou em ser detido. Ele está, essencialmente, a ceder à moção [do Governo]”, afirmou a magistrada ao indeferir o pedido da acusação, descrevendo a insistência da equipa de acusação como um gesto “verdadeiramente sem precedentes”.
Allen compareceu em tribunal com o uniforme laranja de presidiário e pouco falou. A decisão de não contestar a prisão preventiva surgiu após dias de incerteza. “Tivemos dificuldades em encontrar-nos com o Allen nos últimos dois dias”, revelou um dos seus advogados. “Estamos a concordar com a prisão preventiva”, confirmou a defesa perante o tribunal.
A equipa jurídica aproveitou a sessão para denunciar as condições de detenção do suspeito, revelando que Allen foi colocado na solitária. “Não há qualquer razão compreensível para ele estar numa cela de segurança máxima. Ele não cometeu qualquer infração desde que entrou e não representa perigo para ninguém na prisão”, argumentou a advogada Tezira Abe.
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Por outro lado, o Ministério Público mantém uma linha dura. Num memorando de detenção apresentado na quarta-feira, os procuradores enfatizaram que “não existe qualquer combinação de condições que garanta a segurança da comunidade” caso o suspeito seja libertado. A acusação detalha o planeamento minucioso que Allen terá levado a cabo antes do jantar oficial, sublinhando o potencial letal das suas intenções.
Apesar da gravidade das acusações e da manutenção da custódia, o caso permanece envolto em interrogações, com a defesa a sinalizar que as provas diretas sobre os disparos efetuados ainda estão por demonstrar de forma cabal.
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