O caso remonta a agosto de 2025, quando três adolescentes — dois rapazes e uma rapariga — atraíram Alexander Cashford para uma praia em Kent, no Reino Unido. O homem, de 49 anos, tinha conhecido a rapariga dois dias antes num parque de diversões, tendo-lhe então dado o seu número de telefone. Partindo da convicção de que a vítima seria um pedófilo, os dois rapazes atacaram-no com pedras, alegadamente incentivados pela jovem, e um deles atingiu-o na cabeça com uma garrafa, acabando por matá-lo. Esta quinta-feira, os três jovens foram condenados a penas de prisão pelo homicídio de Cashford.
Utilizando o pseudónimo “Sienna”, os três adolescentes, cujos nomes não foram divulgados, que estavam de férias na altura, fizeram-se passar por outra pessoa e trocaram cerca de 75 mensagens com Cashford, antes de se encontrarem com ele para o matar, relata a BBC. A rapariga, de 16 anos, e outro rapaz da mesma idade, que se declarou culpado do crime em fevereiro, foram condenados a penas de sete anos de prisão. O terceiro jovem, de 15 anos, foi condenado a cinco anos.
Segundo a emissora britânica, várias testemunhas viram um dos rapazes a atirar pedras a Cashford e a pontapeá-lo, agressões que continuaram mesmo depois de a vítima parecer estar inconsciente. Em tribunal, a defesa da jovem alegou tratar-se de uma “brincadeira infantil que se descontrolou”. Já o Ministério Público classificou o caso como um “ataque premeditado, deliberado e violento”.
“As ações conjuntas naquela noite fatídica levaram à morte de Alexander Cashford”, disse Natalie Smith, advogada da acusação, citada pela BBC. “A sua família tem agora, pelo menos, o consolo de saber que os responsáveis foram levados à justiça”, acrescentou.
Já a juíza descreveu o homicídio de Alexander Cashford como um “incidente terrível e uma perda de vida sem sentido”, revela e emissora. “Decidiram atacar um homem que nenhum de vocês conhecia e que dois de vocês nunca tinham sequer visto”, afirmou durante a sentença. “Tudo o que ele fez foi entregar um cartão de visita. Não vos tocou. Podiam simplesmente tê-lo deitado fora. Se estavam preocupados com o comportamento dele, podiam ter recorrido a qualquer adulto das vossas vidas”.
A autópsia, segundo a BBC, revelou que Cashford apresentava ferimentos no rosto e na cabeça, hematomas nos membros e no corpo, bem como várias costelas fraturadas que lhe perfuraram o pulmão. O homem, que tinha antecedentes criminais por ter seguido uma jovem do trabalho até à sua casa, não resistiu aos ferimentos.
[As fotografias da câmara de Carlos Castro são apenas um dos elementos de prova a que o Observador teve acesso. Os ficheiros da investigação permitem reconstituir como a relação com Renato Seabra se começou a deteriorar, dias antes do homicídio num hotel de luxo em Nova Iorque. Ouça o quarto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]
