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(A) :: Mario carrega o sonho da cidade que quer ser precursora de uma nova tradição: Sp. Braga vence Friburgo com golo nos descontos

Mario carrega o sonho da cidade que quer ser precursora de uma nova tradição: Sp. Braga vence Friburgo com golo nos descontos

Na primeira batalha rumo a Istambul, os minhotos entraram fortes, perderam o capitão e resistiram aos alemães, numa exibição de superação e com muito coração. Dorgeles foi herói num final épico (2-1).

Tiago Gama Alexandre
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Acabou o tempo de espera. O Sp. Braga regressou, 5.474 dias depois, a uma meia-final europeia, a segunda da sua história. Depois de ter eliminado o Benfica há quase 15 anos, o objetivo dos guerreiros do Minho é incontornável e passa por marcar presença na final de Istambul. A primeira mão desta meia-final voltou a ter como pano de fundo um esgotado Estádio Municipal de Braga (27.161 espectadores) e prometia ser histórica, já que o Friburgo estava pela primeira vez a lutar pelo acesso à final de uma competição europeia. No que respeita ao emblema português, esta é a semana mais importante da temporada para a formação liderada por Carlos Vicens que, depois de ter virado a eliminatória anteriores em casa do Betis, estava pela segunda vez na história na fase que antecede uma decisão europeia.

https://observador.pt/2026/04/16/ha-batalhas-que-so-mesmo-os-guerreiros-conseguem-vencer-sp-braga-goleia-betis-e-esta-nas-meias-finais-da-liga-europa/

“O Friburgo está a fazer uma Liga Europa de alto nível. São uma equipa muito comprometida, atacam e defendem juntos. Essa é uma das suas forças. São uma equipa em tudo o que fazem. Enfrentam os jogos sem medo e com coragem. Vamos ter de oferecer uma versão nossa ao mais alto nível. A determinação e a eficácia vão fazer parte do resultado final. Vamos ter de ser eficazes nas duas áreas e ter a capacidade de sofrer para alcançarmos o objetivo: ultrapassar esta eliminatória. Temos um calendário muito exigente desde o início da temporada. Enquanto as equipas portuguesas chegaram à pausa de seleções de setembro com quatro jogos — com exceção do Benfica —, já tínhamos feito dez. Vamos bater o recorde de jogos oficiais da história do clube num ano e de qualquer equipa portuguesa na sua história. A gestão só pode ser feita olhando para o jogo que se segue. Temos de gerir a equipa dessa forma, sabendo que esta é uma partida histórica para o clube”, antecipou Vicens.

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Na receção às raposas, o treinador espanhol contou com uma grande contrariedade na defesa, já que Gustaf Lagerbielke e Paulo Oliveira eram os únicos centrais disponíveis e foram titulares ao lado de Vítor Carvalho, que foi adaptado ao setor mais recuado, atuando à frente de Lukás Hornícek. No meio-campo, Gorby Baptiste, Demir Tiknaz e João Moutinho foram os escolhidos, com Ricardo Horta a fechar à esquerda e Víctor Gómez à direita. No ataque, a grande novidade prendeu-se com o regresso de Rodrigo Zalazar, que se juntou a Pau Victor, ajudando Horta a preencher o corredor esquerdo. Nos alemães, o ex-Benfica Jan-Niklas Beste foi titular no ataque, juntando-se a Yuito Suzuki e Vincenzo Grifo no apoio a Igor Matanovic. O primeiro jogo da história entre portugueses e alemães contou com presença de luxo na tribuna presidencial do Municipal de Braga, com António José Seguro a estrear-se em eventos desportivos ao lado de Luís Montenegro, dos ministros José Manuel Fernandes e Margarida Balseiro Lopes, do secretário de Estado do Desporto Pedro Dias e de Marcelo Rebelo de Sousa, que é um fervoroso adepto dos bracarenses.

O Sp. Braga entrou bastante personalizado e de olho na baliza adversária e, já depois de Victor ter desferido um remate cruzado para fora (5′), Horta e Zalazar desbloquearam na esquerda, Jordy Makengo falhou o corte e deixou as bolas nos pés de Gómez que, com tempo para tudo, cruzou rasteiro para o desvio certeiro de Tiknaz, o turco nascido em Istambul que regressou ao onze para apontar o caminho em direção à sua terra (8′). Os minhotos continuaram com mais bola e a pressionar os alemães na sua fase de construção, mas acabaram por pagar caro essa nuance tática, o Friburgo a empatar depois de uma desatenção entre Paulo e Lagerbielke, que chocaram um com o outro quando tentavam cortar. A bola sobrou para Beste que, isolado, tocou à esquerda para a conclusão de Vincenzo Grifo (16′). Pouco depois, Horta sentiu uma dor na coxa direita, caiu no relvado, foi ao banco colocar uma manga elástica, mas teve de ser substituído, cedendo o seu lugar a Mario Dorgeles.

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Sem o capitão em campo, os guerreiros do Minho continuou a colecionar erros individuais, mostrando-se mais nervosos e a colocarem-se em apuros, algo que a entrada do costa-marfinense não conseguiu inverter. Em cima do intervalo, Philipp Lienhart agarrou Lagerbielke dentro da sua área e, depois de ser alertado pelo VAR, Anthony Taylo foi ver as imagens do lance e assinalou a grande penalidade. Na conversão da oportunidade fulminante, Zalazar atirou forte e colocado para a esquerda, mas Noah Atubolu adivinhou o lado e parou o remate (45+2′).

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A etapa complementar começou com os adeptos bracarenses a utilizarem as cartolinas usadas na coreografia inicial para fazerem aviões de papel e atirarem-nos para dentro de campo, o que levou o árbitro a interromper o jogo e o speaker a solicitar cautela em duas ocasiões. Ainda assim, o Sp. Braga continuou com mais bola, mas o Friburgo mostrou-se mais perigoso, aproveitando uma arrancada de Johan Manzambi para criar perigo, só que o remate do jovem suíço saiu ao lado (56′). Pouco depois, na sequência de um canto de Beste na direita, Igor Matanovic foi mais forte ao primeiro poste e cabeceou com perigo para fora, com a sair perto da barra (59′). As raposas continuaram ao ataque e, já dentro da área, Max Eggestein apareceu sozinho a atirar forte para uma defesa instintiva de Lukás Hornícek (64′).

Carlos Vicens continuou sem reagir perante a incapacidade física da sua equipa, por conta das lesões que têm assolado o seu plantel, e que chegou a esta meia-final com apenas cinco jogadores da equipa principal no banco de suplentes. Ainda assim, Fran Navarro substituiu Rodrigo Zalazar à entrada para os últimos 20 minutos da partida, antes de Mario Dorgeles ganhar espaço ao fletir da direita ara o meio, mas a pecar no momento da finalização (80′). Já com Lucas Holer e Derry Scherhant nos lugares de Suzuki e Grifo, as duas equipas continuaram longe das balizas, até que, na compensação, os guerreiros do Minho voltaram a tocar ao de leve o céu de Istambul: lance de insistência pela direita, Víctor Gómez cruzou atrasado para o remate de Vítor Carvalho, Atubolu não agarrou e, na recarga, Dorgeles ganhou a frente e encostou para o 2-1 (90+2′). Com um final épico, o Sp. Braga chega a Friburgo mais perto da final da Liga Europa (2-1).

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[As fotografias da câmara de Carlos Castro são apenas um dos elementos de prova a que o Observador teve acesso. Os ficheiros da investigação permitem reconstituir como a relação com Renato Seabra se começou a deteriorar, dias antes do homicídio num hotel de luxo em Nova Iorque. Ouça o quarto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]