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Economia portuguesa estagnou no primeiro trimestre face ao último trimestre do ano e subiu 2,3% em termos homólogos

A economia portuguesa cresceu 2,3% em termos homólogos no primeiro trimestre, mas em cadeia estagnou, anunciou o INE, naquela que é a primeira estimativa.

Alexandra Machado
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A economia portuguesa estagnou no primeiro trimestre do ano, com crescimento nulo face ao trimestre anterior, assolado pelas tempestades de janeiro e fevereiro e pela guerra no Médio Oriente.

Segundo a primeira leitura do INE, nos três primeiros meses deste ano o PIB nacional travou em cadeia, com uma variação nula em volume, face a um crescimento de 0,9% no trimestre anterior.

Em termos homólogos, que compara com igual período do ano passado, o crescimento acelerou para 2,3%.

Estes são os dados preliminares que ainda terão de ser confirmados. O INE divulgará os resultados mais detalhados a 29 de maio.

É ainda a procura interna a manter o crescimento homólogo. Segundo o INE, que não divulga em pormenor as várias componentes que contribuem para o PIB, mas indica desde já que “o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, destacando-se uma aceleração do investimento”. Já na procura externa o contributo foi mais negativo, por via da aceleração “mais pronunciada das importações” do que das exportações.

Na comparação em cadeia, o INE indica que a variação nula mostra um travão face à subida de 0,9% no quarto trimestre em comparação com os três meses anteriores (em cadeia). Isto ficou a dever-se ao contributo negativo da procura externa, devido à subida das importações. “Em sentido contrário, o contributo da procura interna passou a positivo, verificando-se uma aceleração expressiva do investimento, enquanto o consumo privado abrandou”.

O primeiro trimestre apanha já um mês, o de março, em que os preços do petróleo dispararam por causa da guerra no Médio Oriente e do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Espanha, que também anunciou os dados preliminares do primeiro trimestre, apresentou um crescimento de 0,6% em cadeia. Já a Alemanha surpreendeu com um crescimento, em cadeia, de 0,3%. E a dos Países Baixos desacelerou para 0,1%.

Segundo o Eurostat, o PIB na zona euro e na União Europeia crescer ligeiros 0,1% em cadeia. Em termos homólogos a zona euro cresceu 0,8% e 1% na União Europeia, ambas em desaceleração. Portugal foi dos países que, em cadeia, menor evolução teve. Apenas a Irlanda, a Lituânia e a Suécia tiveram pior desempenho em cadeia. Já no homólogo Portugal teve dos maiores crescimentos.

A travagem na evolução da zona euro surpreendeu, pela negativa, os analistas. Além desta quase estagnação no primeiro trimestre em cadeia, o Eurostat anunciou uma inflação para a zona euro de 3%.

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