A inflação acelerou em abril para 3,4% face ao mesmo mês do ano passado. Este valor representa um acréscimo de 0,7 pontos percentuais face ao registado em março.
Esta aceleração dos preços é explicada novamente pela subida do preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatísticas divulgada esta quinta-feira.
O indicador que mede a variação dos preços dos produtos energéticos praticamente duplicou face ao registado em março, com uma subida de 11,7%. A puxar pela inflação estiveram igualmente os produtos alimentares não transformados, onde se incluem os artigos frescos, com uma variação de 7,5% em abril, o que compara com os 6,4% de março. Os produtos alimentares transformados também subiram de preço em abril, mas de forma mais moderada — 2,4%.
Excluindo estes dois indicadores — produtos alimentares e energéticos — o índice de inflação subjacente também cresce, mas mais moderadamente, com uma variação de 2,2% mais 0,2 pontos percentuais do que o verificado em março.
A inflação começou a dar sinais de subida em março, refletindo os primeiros efeitos do conflito no Médio Oriente no mercado da energia, com especial foco para os combustíveis. O valor atingido em abril é o mais desde setembro de 2023 quando a inflação foi de 3,6%.
https://observador.pt/2026/04/13/combustiveis-levam-taxa-de-inflacao-aos-27-em-marco/
Desde o início do conflito, o preço do gasóleo subiu 33 cêntimos por litro e a gasolina acumula um aumento de 22 cêntimos por litro. O Governo reduziu o imposto petrolífero, apenas na medida suficiente para anular os ganhos que estava a ter com o IVA. Foram também introduzidos apoios adicionais na casa dos 10 cêntimos por litro aos setores mais expostos aos combustíveis, como os transportes e a agricultura.
O INE sinaliza também que o índice de preços ao consumidor terá registado uma variação de 1,4% face ao mês anterior, ainda assim uma travagem na subida em cadeia verificada em março quando este indicador tinha subido 2%. E estima uma inflação média para os últimos 12 meses de 2,4%, quando em março esse indicador situava-se nos 2,3%.
A estimativa rápida dá conta de uma inflação de 3,36% (arredondada para 3,4%) face a igual mês do ano passado. Os dados definitivos de abril serão publicados a 13 de maio.