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(A) :: Antigo diretor do FBI entrega-se às autoridades e comparece em tribunal por suposta ameaça contra Donald Trump

Antigo diretor do FBI entrega-se às autoridades e comparece em tribunal por suposta ameaça contra Donald Trump

Após declarar-se inocente, Comey entregou-se à justiça, saindo em liberdade 10 minutos depois. Defesa do ex-responsável acusa agora o Departamento de Justiça de uma "perseguição seletiva e vingativa".

Mariana Furtado
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O antigo diretor do FBI, James Comey, entregou-se esta quarta-feira num tribunal federal na Virgínia, após ter sido alvo de um mandado de detenção. Sob custódia formal, Comey protagonizou uma audiência relâmpago — segundo a CNN, durou menos de dez minutos — perante o juiz William E. Fitzpatrick. O ex-responsável, que entrou e saiu do edifício por uma porta lateral reservada a réus, vestindo um fato escuro, manteve o silêncio, antes de ser libertado sem condições.

O caso, embora tenha tido este episódio inicial na Virgínia, será julgado no Distrito Leste da Carolina do Norte, onde as acusações foram formalmente submetidas. A defesa de Comey já delineou a sua estratégia: os advogados planeiam apresentar moções que acusam o Departamento de Justiça dos EUA de uma “perseguição seletiva e vingativa”, sugerindo que o processo tem motivações políticas.

No centro da contenda judicial está uma publicação de Comey no Instagram. A acusação foca-se numa fotografia de conchas numa praia que pareciam desenhar os números “86 47”. Para os investigadores federais, os algarismos são uma ameaça velada ao atual Presidente: na gíria americana, “86” significa eliminar ou descartar, enquanto Trump é o 47.º Presidente dos Estados Unidos. Na legenda, Comey limitou-se a escrever: “Formação de conchas interessante durante o meu passeio na praia”.

https://observador.pt/2026/04/28/departamento-de-justica-dos-eua-emite-mandado-de-prisao-contra-ex-diretor-do-fbi-por-suposta-ameaca-no-instagram-contra-trump/

Comey mantém-se firme na sua inocência. Numa mensagem de vídeo publicada no Substack na terça-feira, o ex-diretor afirmou continuar inocente e “não ter medo”, assegurando que o processo não passa de um equívoco ou de uma retaliação deliberada. Aguarda-se agora a marcação da nova audiência na Carolina do Norte.