O Banco Santander, um dos maiores bancos a operar em Portugal, obteve resultados de 242,4 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, uma descida de 9,8% em relação ao período homólogo. Ainda assim, o banco manteve uma rentabilidade dos capitais investidos pelos acionistas – o espanhol Santander – superior a 30%.
“Os resultados do Santander Portugal no primeiro trimestre mostram um crescimento sólido e consistente, mesmo num contexto exigente”, afirma o banco, referindo-se a uma fase em que os bancos estão a cobrar menos pelos créditos do que há poucos anos, quando as taxas de juro eram mais elevadas. “Alcançámos um resultado líquido de 242,4 milhões de euros e uma rentabilidade de 31,4%, com crescimento na atividade comercial, na transacionalidade e nos volumes de negócio”, refere o banco.
A margem financeira – que, em termos simples, se refere à diferença entre os juros que o banco paga para se financiar (depósitos, BCE, etc.) e os juros que cobra nos créditos que concede – baixou 3,5%, de 354,2 milhões para 341,8 milhões. Por outro lado, também a penalizar os lucros, o banco teve mais 4,5% em custos operacionais: 136,2 milhões de euros.
A travar uma queda maior nos lucros esteve a subida de 6%, para 128,9 milhões de euros, nas comissões cobradas pelo banco. Assim, os resultados líquidos baixaram 9,8%, de 268,8 milhões para 242,2 milhões de euros.
No crédito hipotecário, o Banco continua a originar um em cada cinco dos novos contratos, com especial foco nos mais jovens. No final de março, a carteira de crédito a clientes (bruto), ascendeu a 56,2 mil milhões de euros (+10,8%), mantendo-se a qualidade do crédito, com um rácio de NPE de 1,4%”, afirma o banco, referindo-se ao rácio de créditos em incumprimento.
O banco reduziu em 113 o número de colaboradores entre março de 2025 e março de 2026, com menos 55 agências.