Pára tudo. Estão sentados? Então é melhor deitarem-se. Olha o Salazar: também estava sentado e deu no que deu. Bom, já lá vamos ao Trump e ao Toy, que antes há uma revelação chocante: lembram-se de António Costa, certo? Calma, só perguntei se estavam lembrados do nosso ex-Primeiro-Ministro, não perguntei se estavam saudosos. Cautela com esses discursos de ódio.
Então parece que, segundo a CNN Portugal, há uma escuta de António Costa a falar do data center de Sines com o seu amigo Diogo Lacerda Machado?! Mas como assim? António Costa garantiu-nos que “nunca por nunca” (seja lá o que esta formulação signifique, mas supondo que é “nunca”) tinham conversado sobre este alegado tráfico de influências, tema central da Operação Influencer, que contribuiu para a queda do governo do PS. Se António Costa fosse uma Worten, as reclamações com as garantias que oferece davam três voltas ao centro comercial.
Agora, tudo isto é irrelevante, até no cenário — menos provável do que o de José Sócrates ser condenado em tribunal — destes protagonistas serem, um dia, presentes a um juiz:
Juiz: Senhor advogado, tenha paciência: acabámos de ouvir o Sr. Costa a traficar influências para o data center.
Advogado: É um facto, Meritíssimo. Só que eu peço a nulidade deste julgamento, pois o meu cliente é inimputável.
Juiz: Como assim, inimputável?
Advogado: Meritíssimo, eu também não sei bem como explicar, confesso. Mas que outra justificação encontra o Sr. juiz, que não a total inimputabilidade, para que um indivíduo com este percurso catastrófico enquanto Primeiro-Ministro de Portugal seja premiado com o cargo de Presidente do Conselho Europeu?
Juiz: Hum… O tribunal considera o réu inimputável e está encerrada a sessão!
Por falar em assuntos encerrados, um que não há maneira de encerrar é o das tentativas de assassinato de Donald Trump. O drama já tem quase tantos episódios como a clássica novela, Dallas. Dallas, que foi o palco do assassinato de John F. Kennedy, ainda hoje, mais de 60 anos depois, um marco na história dos Estados Unidos. Já as tentativas de assassinato de Trump marcam a agenda enquanto dura uma story do Instagram.
E isto porquê? Porque o tiro ao Trump tornou-se modalidade wokelímpica. Portanto, nesta fase, resta-nos torcer para que as horas de trabalho necessárias para uma pessoa se tornar um atirador competente só não tenham mesmo conseguido repelir o assassino do Charlie Kirk. Enquanto todos os demais marxistas que salivam pela morte de Trump continuarem convencidos que é possível redistribuir a pontaria, em princípio, estamos safos.
A propósito do Toy. Após a intervenção do artista sobre Trump e Netanyahu nos Prémios da Música Portuguesa, muitas pessoas podem ter ficado com a ideia que certos cantores populares, só porque interpretam músicas reles, depois, na sua vida pessoal, também são indivíduos que se expressam de forma reles. São perspicazes, as pessoas.
Perspicazes, sim, mas nem de perto tão clarividentes quanto os que, logo após a última tentativa de assassinato de Trump, avançaram com teorias da conspiração alegando ter-se tratado de uma encenação. Que a administração Trump continue a conseguir arranjar voluntários para encenarem tentativas de homicídio que estejam dispostos a serem feitos passador ou, na melhor das hipóteses, estejam dispostos a passar de mão em mão nos chuveiros de uma prisão de alta segurança para o resto da vida, é bastante surpreendente.
Que os autores desta teoria da conspiração sobre o atentado sejam exactamente aqueles que, há anos, atentam contra os “conspiracionistas” da COVID, das alterações climáticas, ou da imigração é bastante irónico.
Que passados 35 anos do que julgávamos ter sido o fim da Guerra Fria, constatemos que o Ocidente, tendo ganho essa batalha, perdeu a guerra da infiltração do comunismo no ensino, na comunicação social, no entretenimento e, claro, na política, criando gerações de fãs de Costas e Toys, é só deprimente.