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"Departamento de Guerra": Pentágono solicita mudança de nome por mais de 44 milhões de euros

No Pentágono, a semântica mudou antes da lei, mas a fatura para oficializar o regresso à "Guerra" acaba de chegar ao Congresso, com autoridades a negarem um "impacto significativo" no orçamento.

Mariana Furtado
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Pete Hegseth já se referia a si próprio como o “secretário da Guerra”; só faltava mesmo a instituição acompanhar o desígnio — o que ocorreu esta terça-feira. O Pentágono solicitou formalmente ao Congresso a alteração da sua designação legal de “Departamento de Defesa” para “Departamento de Guerra”, uma transição que, segundo estimativas da agência avançadas pelo The Hill, deverá custar cerca de 52 milhões de dólares (mais de 44 milhões de euros).

Embora o novo nome já surja no site oficial, nos perfis nas redes sociais e até na placa à porta do gabinete de Hegseth — cumprindo a ordem executiva de Donald Trump, de setembro passado, na qual o Presidente autorizou o uso de “Guerra” como designação secundária —, o gabinete jurídico do Pentágono publicou agora a proposta formal de 92 páginas para codificar a lei. O documento detalha que, embora a mudança não tenha um “impacto significativo” no orçamento de 2027, exigirá um investimento logístico imediato em 2026. A maior fatia, de cerca de 44,6 milhões de dólares (mais de 38 milhões de euros), será destinada à atualização das agências de defesa e atividades de campo.

“A revisão da designação do departamento serve como um lembrete fundamental da importância e da reverência à nossa missão principal, que é lutar e vencer guerras”, escreveram os oficiais da Defesa na proposta de 92 páginas, de acordo com o jornal. “Ela serve como um objetivo estratégico para medir e priorizar todas as atividades.”

Ao invés de uma mudança, será mais acertado falar num regresso ao passado. Em 1789, o ex-Presidente George Washington criou o “Departamento de Guerra”, tendo a instituição sido rebatizada como “Departamento de Defesa” apenas em 1949, no pós-Guerra.

A proposta detalha ainda a distribuição minuciosa dos fundos: o Departamento Militar receberá 3,5 milhões de dólares (perto de 3 milhões de euros), enquanto o gabinete de Hegseth e os Serviços da Sede em Washington contarão com 3 milhões (mais de 2,5 milhões de euros). Outros 400 mil dólares (342 mil euros) serão alocados ao Estado-Maior Conjunto e Comandos de Combate.

O pedido de alteração exige cerca de 7.600 modificações na legislação federal, incluindo a oficialização do título de “Secretário de Guerra”. Apesar de o processo legislativo ainda decorrer, a transformação visual está praticamente concluída, com o Pentágono a prever a apresentação do balanço final de custos assim que a implementação deste ano fiscal termine.

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