Acompanhe o nosso liveblog sobre tensões internacionais
O Presidente de Israel, Isaac Herzog, convocou esta terça-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os procuradores, para intermediar um acordo para pôr fim ao caso de corrupção em curso contra o chefe do Governo.
O gabinete do Presidente Herzog emitiu o convite dias depois de anunciar que não iria decidir sobre o pedido de perdão de Netanyahu e, em vez disso, instaria as partes a chegarem a um acordo.
O convite para a ida à residência oficial, assinado pelo conselheiro jurídico de Herzog, refere que o Presidente acredita que os esforços para chegar a um acordo “devem ser esgotados primeiro” antes de poder considerar o pedido de perdão.
O documento diz que o objetivo é que as discussões decorram “de coração aberto e sincera boa intenção” e pede uma resposta até domingo.
Em novembro, Netanyahu pediu a Herzog que cancelasse o seu julgamento, dizendo que a retirada das acusações ajudaria a unificar o país.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, fez vários apelos a Herzog para que encerrasse o julgamento.
Netanyahu é acusado de abuso de confiança, fraude e aceitação de subornos em três processos distintos, nos quais é acusado de trocar favores com associados ricos. O chefe do Governo nega todas as acusações.
O julgamento arrasta-se há seis anos e dividiu profundamente a opinião pública israelita.
Netanyahu e os seus apoiantes alegam que é vítima de uma perseguição política orquestrada pelos media, polícia e procuradores.
Não houve comentários imediatos do gabinete de Netanyahu nem da Procuradoria-Geral.
[As fotografias da câmara de Carlos Castro são apenas um dos elementos de prova a que o Observador teve acesso. Os ficheiros da investigação permitem reconstituir como a relação com Renato Seabra se começou a deteriorar, dias antes do homicídio num hotel de luxo em Nova Iorque. Ouça o quarto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]
