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Ucrânia: forças ucranianas abatem número recorde de drones russos em março

Ministério da Defesa diz que, este ano, "o exército recebeu o dobro de meios do que em todo o 2025". Atualmente, Kiev está a atingir alvos a cerca de 1.750 quilómetros atrás das linhas inimigas.

Agência Lusa
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A Ucrânia abateu mais de 33 mil drones russos de vários tipos em março, um valor mensal recorde desde o início da invasão há mais de quatro anos, anunciou esta terça-feira o ministro da Defesa ucraniano.

Mykhailo Fedorov atribuiu o aumento a um maior número de fornecimento de drones de interceção às forças armadas da Ucrânia, de acordo com a agência de notícias Ukrinform.

“Desde o início de 2026, ao abrigo de contratos da Agência de Compras de Defesa, o exército recebeu o dobro de meios do que em todo o ano de 2025”, disse Fedorov numa publicação nas redes sociais.

Fedorov explicou que o fornecimento é assegurado por diversos canais, numa abordagem diversificada que disse permitir a continuidade e o aumento da escala dos volumes entregues.

O ministro referiu que os drones de interceção representam uma resposta tecnológica “centenas de vezes mais barata” do que os sistemas de mísseis. São também “dezenas de vezes mais baratos que os Shahed”, afirmou, referindo-se aos mísseis fornecidos pelo Irão à Rússia.

A diferença de custos permite uma utilização mais eficiente do orçamento e o aumento do investimento no sistema de defesa contra os drones e os mísseis lançados pela Rússia.

“O resultado já é tangível: em março, os drones de interceção abateram um recorde de mais de 33 mil UAV [veículos aéreos não tripulados] inimigos de vários tipos”, disse Fedorov.

A Ucrânia desenvolveu tecnologia de drones de última geração, testada em combate, que se revelou essencial para travar o exército russo e despertou o interesse militar de todo o mundo, de acordo com a agência norte-americana AP.

Drones de interceção, como parte de um sistema abrangente de defesa aérea, estão agora a ser procurados por países do Médio Oriente e do golfo Pérsico no contexto da guerra com o Irão, segundo as autoridades ucranianas.

A capacidade ofensiva da Ucrânia também melhorou, com o Ministério da Defesa a referir que as forças armadas mais do que duplicaram o alcance das capacidades de ataque em profundidade desde a invasão russa de fevereiro de 2022.

Na altura, as forças ucranianas eram capazes de atingir alvos militares a cerca de 630 quilómetros de distância.

Atualmente, estão a atingir alvos a cerca de 1.750 quilómetros atrás das linhas inimigas, referiu o ministério em comunicado.

Esta melhoria permitiu à Ucrânia atingir instalações petrolíferas russas que fornecem receitas cruciais para o esforço de guerra de Moscovo, tendo também visado fábricas que abastecem as forças armadas russas.

A Ucrânia atingiu uma refinaria de petróleo russa no porto de Tuapse, no mar Negro, pela terceira vez em abril, numa operação que envolveu vários ramos dos serviços de defesa e segurança, anunciaram esta terça-feira as autoridades de Kiev.

Os dois ataques realizados no início do mês destruíram 24 tanques de armazenamento de petróleo e danificaram outros quatro, acrescentaram.

A verificação independente destas alegações não foi possível, referiu a AP.

Os residentes que vivem perto da refinaria de Tuapse estavam esta terça-feira a ser retirados da zona, anunciou o governador de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, sem fornecer detalhes sobre o número de pessoas ou a duração da medida.

O Ministério da Defesa russo disse que as defesas aéreas intercetaram nesta terça-feira, durante a noite, 186 drones ucranianos sobre regiões russas, a Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.

Na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, três pessoas morreram e três ficaram feridas num ataque de drones, informou o governador Vyacheslav Gladkov.

Já os ataques de drones russos contra a Ucrânia mataram três civis e feriram cinco, segundo as autoridades ucranianas.

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