Há quem olhe para os rankings das escolas de gestão como exercícios de vaidade. Eu vejo-os de outra forma: como instrumentos de escrutínio, comparação, pressão, muita pressão, e reconhecimento/validação internacional. Não são perfeitos. Nenhum ranking é. Mas ignorá-los é, muitas vezes, uma forma de desdenhar a comparação nacional e internacional.
Colocar uma escola de gestão, ou um programa dessa escola, num ranking reputado de classe mundial é bom para Portugal, é bom para as escolas de gestão, todas, e é bom para a escola que o consegue. Porque mostra que o país também sabe competir em conhecimento, talento, gestão e formação executiva. Porque eleva o nível do sector. Porque obriga todos a fazer mais e melhor.
O ISCTE Executive Education colocou o seu Executive MBA em número 1 em Portugal no ranking QS e no Top 50 europeu. Este resultado não é uma medalha. É apenas reconhecimento externo, internacional e, queira-se ou não, comparável. É a confirmação de trabalho acumulado, consistência estratégica, exigência pedagógica, ligação às empresas, internacionalização e qualidade dos participantes.
Um ranking sério não nasce de marketing. Embora exija marketing. Nasce de anos de construção. De professores exigentes. De coordenadores atentos. De equipas académicas, comerciais e operacionais que fazem acontecer. De empresas que confiam. E, sobretudo, de participantes que entram num Executive MBA não para colecionar certificados, mas para se transformarem.
Uma boa escola de gestão deve formar pessoas mais capazes de decidir, mais autónomas, mais rápidas, mais eficazes. Pessoas capazes de tomar risco, errar, perceber o erro, corrigir e voltar a decidir melhor. É aí que está o verdadeiro valor da formação executiva: não no diploma pendurado na parede, mas na capacidade real de agir em contextos de elevada complexidade.
Os rankings ajudam porque tiram as escolas do conforto doméstico. Colocam-nas ao lado das melhores. Perguntam-lhes: que impacto têm? Que reputação construíram? Que qualidade entregam? Que progressão geram? Que experiência dão aos participantes? Que relação mantêm com empresas, alumni e sociedade?
Pode discutir-se uma métrica. Pode discordar-se de uma ponderação. Deve fazer-se essa discussão. Mas não se deve fingir que a comparação internacional não interessa. Interessa. Aos candidatos. Às empresas. Aos parceiros internacionais. Aos docentes. Ao país.
Uma escola que vive apenas para o ranking perde substância. Mas uma escola que despreza os rankings corre o risco de falar apenas para si própria. O equilíbrio está em trabalhar bem, medir melhor, competir com ambição e aceitar ser avaliado.
Por isso, sim, os rankings contam. Não contam tudo, mas contam muito. Quando uma escola portuguesa sobe, quando um programa português é reconhecido internacionalmente, ganha essa escola, ganha o sistema e ganha Portugal.
O número 1 em Portugal e o Top 50 europeu do Executive MBA do ISCTE Executive Education são, por isso, mais do que uma posição numa tabela. São sinal de maturidade, reputação e trabalho. E são também uma responsabilidade: continuar a merecer, todos os anos, aquilo que o ranking reconheceu.