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(A) :: Um póquer de Nolito numa jogada que fica na história: Sporting revalida Taça de Portugal e conquista terceiro título da época

Um póquer de Nolito numa jogada que fica na história: Sporting revalida Taça de Portugal e conquista terceiro título da época

Vermelho a Morales e vantagem madrugadora dos leões estenderam a passadeira para exibição de gala de Xano Edo e quatro golos de Nolito Romero na vitória do Sporting frente ao Óquei de Barcelos (0-4).

Bruno Roseiro
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Uma aposta grande e com tudo, um primeiro ano que terminou sem nada. Apesar de chegada do treinador espanhol Edu Castro com Pau Bargalló e João Rodrigues do Barcelona, o Benfica não chegou aos objetivos propostos mas nem por isso deixou cair o projeto, reforçando o plantel com Conti Acevedo, guarda-redes do Óquei de Barcelos, para voltar a tentar o pleno. Era por isso que, em condições normais, a Taça de Portugal surgia como primeira meta a alcançar. No entanto, e quando todos apontavam para a inevitabilidade de um dérbi na decisão da prova no Pavilhão Municipal Patrícia Sampaio, em Tomar, os encarnados averbaram a primeira derrota da época ao 39.º jogo entre Campeonato, Taça e Liga dos Campeões e falharam a final.

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Por um lado, e da parte do Benfica, ficava mais um momento falhado no momento sem margem de risco, como acontecera na última temporada nas meias-finais do Campeonato, da Taça e da Champions. Por outro, o Óquei de Barcelos dava mais uma demonstração de resiliência e espírito de sacrifício depois da conquista da Liga dos Campeões e da Supertaça na derradeira época, conseguindo arrancar um triunfo decisivo nos 15 minutos finais para gáudio dos muitos adeptos minhotos presentes em Tomar. “Esta é uma equipa com muita alma. Mesmo em momentos em que sabemos que não estivemos tão bem, como aconteceu a partir de janeiro, em que tivemos algumas oscilações, esta equipa demonstrou sempre qualidade. Foi uma exibição quase perfeita, recompensada com o resultado”, destacou após o encontro o treinador Rui Neto.

Seguia-se o Sporting, atual detentor do troféu depois de um longo jejum que cumpriu numa meia-final que se esperava mais desequilibrada e venceu o Póvoa por claros 4-0. “Antes do jogo, disse aos meus jogadores que tínhamos de fazer um jogo muito sério. O Póvoa tinha uma grande motivação, o lado motivacional estava da parte deles. Tínhamos de entrar com muita seriedade, sobretudo para tentar igualar essa maior atitude e vontade deles e, depois, pouco a pouco, ir impondo a nossa maior experiência neste tipo de decisões. Agora na final são duas grandíssimas equipas, é um jogo de pormenores. A equipa que estiver melhor nesse dia e que consiga fazer a diferença nos detalhes poderá levar a vitória e, neste caso, a Taça”, frisou Edo Bosch.

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Apenas pela segunda vez na história havia um duelo entre Óquei de Barcelos e Sporting na decisão de uma final da Taça de Portugal, sendo preciso recuar até ao longínquo ano de 1990 para encontrar esse duelo em Cascais que acabou então por cair para os leões após prolongamento (5-4) contra uma formação minhota na altura mais poderosa com nomes como Pedro Alves ou Paulo Alves, entre outros. Agora, seguia-se o quinto jogo entre ambos esta época, com vantagem para o conjunto de Barcelos com três vitórias em quatro jogos entre fase regular do Campeonato e fase de grupos da Liga dos Campeões. E, desta vez, tudo caiu para o Sporting, que revalidou o título, conquistou a sexta Taça de Portugal com um triunfo por 4-0 com quatro golos de Nolito Romero e ganhou pela primeira vez em quase 50 anos três troféus numa só temporada, já depois de ter conquistado o Mundial de Clubes e a Supertaça de Portugal no início da época.

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E grande parte daquilo que foi a história do encontro foi escrita nos minutos iniciais: Morales falhou uma grande penalidade assinalada numa das várias intervenções com recurso a VAR que prolongou e muito toda a primeira parte, acertou depois com o stick na cabeça de Rampulla e foi expulso com vermelho direto (2′), dando a oportunidade ao Sporting de jogar quatro minutos em power play para Nolito Romero bisar (3′ e 4′). Os minhotos tentavam sobretudo segurar-se ao encontro enquanto estavam em desvantagem numérica mas, com Xano Edo também a brilhar na baliza leonina, nem mesmo os dois azuis a Rafa Bessa (5′ e 22′) foram suficientes para a equipa reentrar na partida, sendo que o intervalo chegou com Rampulla a ter ainda um remate ao poste numa fase em que se jogava 3×3 pelo cartão azul a Miguel Rocha (24′).

O Óquei de Barcelos, mesmo sem Morales, tinha de mostrar algo de diferente na segunda metade para poder reentrar na partida e aproveitar a “boleia” dos fervorosos adeptos que se faziam ouvir nas bancadas mas foi de novo a formação verde e branca a entrar melhor, com Nolito Romero a chegar ao hat-trick numa grande jogada concluída na área (29′). Esse momento do 3-0 acabou por ser um golpe duro para os minhotos, que viram também Kyllian Gil falhar um livre direto pela décima falta (41′) em mais uma das várias intervenções que Xano Edo foi tendo ao longo da final antes de Nolito fechar o póquer pouco depois de livre direto (45′), fechando a goleada do Sporting que carimbou o terceiro título da temporada e “vingou” também a derrota em Tomar frente ao Sporting local na decisão da Taça de Portugal de 2023.

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