Há duas formas diferentes mas que se complementam de encarar encontros grandes quando do outro lado se encontra tantas vezes o mesmo adversário. Por um lado, assume-se que não existem segredos, tantas foram as vezes em que os dias que antecederam o duelo foram aproveitados para analisar jogadores e ideias que já se conhecem de trás para a frente. Por outro, trabalha-se para encontrar algo que consiga ainda surpreender o adversário dentro de características de jogo e de atletas que estão há muito identificados. No final, ainda para mais tendo em conta o equilíbrio reinante, é isso que pode acabar por fazer a diferença no resultado. Em mais uma final, neste caso da Taça de Portugal, era isso que Benfica e Sporting iriam procurar no Pavilhão Municipal de Gondomar, que recebia o sexto dérbi da temporada na quarta competição diferente.
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“Sabemos que vai ser um grande jogo, todos têm sempre a expectativa de que dê Sporting-Benfica. Sabemos o quanto nos empenhámos e trabalhámos chegar aqui e agora queremos desfrutar desta final. Castigo do Arthur? Claro que gostamos sempre de ter todos os jogadores, o Diego [Nunes] também está em recuperação. Mas uma equipa é feita de todos. Algumas equipas, por vezes, têm a preocupação de não perder o jogo mas vejo que tanto o Benfica como o Sporting têm uma ideia muito clara de ganhar. Por isso, jogam a atacar durante os 40 minutos. Mesmo a defender, é uma defesa que procura atacar. A força emocional também é importante. O jogador tem de entender que, ali dentro, tudo é no limite, um segundo de atraso ou um momento de lamentação pode fazer a diferença… Estamos a procurar preparar-nos ao máximo para chegar ao jogo plenamente focados nesse aspeto”, comentara Cassiano Klein, técnico dos encarnados.
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“Batalhamos e falamos tanto nos pormenores, aquele metro ou aquele segundo, que faz toda a diferença entre algo resultar ou não. Esses pormenores vão fazer a diferença mas há mais. É um encontro de duelos, isso também permite pequenas vantagens. Para conseguirmos, temos de fazer as coisas bem feitas. Dentro do jogo há três jogos: o 4×4 normal, o das bolas paradas e o do 5×4. Têm de se ganhar os três ou pelo menos não os perder. É nesses três jogos que vai haver pormenores que farão com que uma equipa saia vencedora e a outra não. Jogámos com o Benfica três vezes há pouco tempo. Mesmo assim, tanto nós como o Benfica conseguimos trazer algo de diferente, mas há uma identidade que conhecemos bem e que ninguém vai mudar. O que conseguimos é olhar para alguns comportamentos e perceber onde podemos ajustar. Não há muito para mudar, apenas uma adaptação aqui, um ajuste ali”, destacara Nuno Dias, treinador dos leões.
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Era assim que chegava o sexto dérbi da temporada, depois da vitória do Sporting na final da Supertaça, de dois triunfos na Luz do Benfica para a Liga e para a primeira mão dos quartos da Champions, do decisivo sucesso dos leões na segunda mão dos quartos da Liga dos Campeões que valeu mais um acesso à Final Four e de um empate também no Pavilhão João Rocha para a Liga. Agora, a 19.ª Taça de Portugal iria sempre cair para Benfica ou Sporting entre 28 edições e os encarnados conseguiram desta vez ser melhores, vencendo num dérbi de loucos por 6-5 e conquistando pela nona vez a competição após três anos de jejum tendo um herói improvável chamado André Correia, que saiu do banco para brilhar na baliza a segurar o triunfo.
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Os primeiros dez minutos de jogo foram uma boa amostra daquilo que iria resultar da partida e também das tais “nuances” ou pormenores que podiam fazer a diferença – e, aí, o Benfica conseguiu ser melhor. Carlitos, aproveitando uma série de erros da defesa do Sporting, inaugurou o marcador após assistência de Higor logo aos três minutos num lance em que conseguiu ganhar superioridade numérica num ressalto antes de circular até encontrar o jogador solto para o golo e Kutchy aumentou a vantagem para 2-0 na sequência de um canto a favor dos leões em que o ressalto após remate de Diogo Santos acabou por isolar o internacional para um remate de meia distância (8′). Rocha ainda reduziu numa recarga na área depois de defesa de Léo Gugiel a remate de Alex Merlim (9′) mas nem por isso a tendência da partida foi alterada, com Nuno Dias a perder Rocha por lesão numa jogada em que foi pedido VAR sem sucesso para um possível penálti.
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Nesse momento, entrou em cena outro cenário que podia desequilibrar o dérbi: as bolas paradas. Foi assim que, no seguimento de uma reposição lateral de Afonso Jesus, Jacaré marcou de cabeça na área o 3-1 após ganhar a frente ao adversário direto (13′), consolidando um avanço no resultado que seria reduzido apenas no penúltimo minuto da primeira parte, quando Zicky Té ganhou no duelo direto com André Coelho em posição de pivô, conseguiu virar e rematou de pé direito para o 3-2 que se registava ao intervalo, com Cassiano Klein a deixar aí de contar com Pany Varela, na sequência de um choque com Bernardo Paçó.
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Esperava-se outro Sporting na segunda parte, até pelas correções que seriam feitas ao intervalo perante o “anormal” número de erros na organização defensiva dos verde e brancos, mas foi o Benfica que recomeçou a alargar o avanço no marcador, primeiro com Lúcio a marcar com apenas 19 segundos da etapa complementar a desviar na área um remate de longe de Léo Gugiel e depois com Carlitos a bisar num lance individual da ala direita para o meio antes do tiro rasteiro que fez o 5-2 (23′). Diogo Santos ainda reduziu numa reposição lateral no mesmo minuto (23′) mas a defesa leonina continuava longe dos melhores dias, permitindo que Pany Varela surgisse sozinho na área depois de um canto para aumentar para 6-3 (26′) antes de Alex Merlim reduzir poucos segundos depois para 6-4 num livre direto em posição frontal (26′). O dérbi estava de loucos, com dez golos em apenas 26 minutos, e com o Benfica a partir daí a tentar gerir melhor a vantagem.
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Com os encarnados “tapados” com cinco faltas, Higor fez duas faltas que valeram os respetivos livres diretos. No primeiro, André Correia defendeu o remate de Tomás Paçó (32′). No segundo, o guarda-redes voltou a levar a melhor, desta feita perante Bruno Pinto (32′). Até mesmo com um jogador a mais, na sequência de um vermelho por acumulação a Higor, o Benfica foi conseguindo manter a baliza a salvo tendo André Correia fixo na baliza depois das intervenções que foram impedindo o 6-5. Foi assim que os encarnados aguentaram a pressão leonina, adensada com a colocação de Alex Merlim como guarda-redes avançado e que só levou ao golo a 13 segundos do fim por Bruno Pinto. No entanto, já não dava tempo para mais e foram os encarnados a fazer a festa, “vingando” a eliminação nos quartos da Liga dos Campeões em Gondomar.
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