(c) 2023 am|dev

(A) :: Nova Comissão Política Nacional do PS reúne-se quinta-feira pela primeira vez

Nova Comissão Política Nacional do PS reúne-se quinta-feira pela primeira vez

Comissão Política, eleita com 88%, analisa situação política na quinta-feira. Carneiro ignora ruído interno e afirma-se "firmemente convencido" de que disputará as legislativas como líder.

Agência Lusa
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre atualidade política

Os novos órgãos do PS reúnem-se pela primeira vez na próxima semana, estando para segunda-feira marcado o Secretariado Nacional e para quinta-feira a Comissão Política Nacional, adiantou esta  à Lusa fonte oficial.

Estes órgãos foram eleitos na Comissão Nacional do PS de domingo e em listas propostas pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que apostou na renovação de mais de metade da Comissão Política Nacional, enquanto no Secretariado Nacional se mantiveram muitos dos nomes, apesar de entradas e saídas relevantes.

O Secretariado Nacional, o órgão mais restrito, está marcado para segunda-feira, enquanto para quinta-feira foi convocada a Comissão Política Nacional que, além de eleger a mesa deste órgão, vai analisar a situação política, de acordo com a mesma fonte.

Da lista de Carneiro para a Comissão Política Nacional, que foi eleita com 88% no domingo, fazem parte nomes como os ex-ministros Fernando Medina e Alexandra Leitão e os eurodeputados Francisco Assis e Ana Catarina Mendes.

No entanto, o dia da eleição ficou marcado pela recusa do ex-ministro Duarte Cordeiro de integrar este órgão, tendo explicado à Lusa que foi por não ter visto correspondidas “um conjunto de preocupações”, ficando “menos comprometido com a atual liderança”.

Dias depois, foi conhecido o regresso do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos ao parlamento para retomar o mandato de deputado, que afirmou que respeitava mais José Luís Carneiro do que “taticistas que se escondem atrás da porta” à espera de ventos favoráveis para se candidatarem à liderança do partido.

https://observador.pt/especiais/regresso-de-pedro-nuno-santos-cai-mal-ate-no-seu-nucleo-nao-tem-condicoes-para-voltar-a-ser-lider/

Em entrevista à Lusa esta sexta-feira divulgada, o secretário-geral do PS mostrou-se “firmemente convencido” de que vai disputar legislativas enquanto líder do PS, que será primeiro-ministro e recusa ter um opositor interno porque não vê divergências de fundo, recebendo Pedro Nuno Santos “de braços abertos”.

Concretamente sobre Duarte Cordeiro, Carneiro manifesta “a maior consideração” pelos seus camaradas que “têm manifestado as suas divergências pontuais”.

“Estruturalmente não há nenhuma divergência de fundo. E a prova disso está no facto de termos tido um Congresso que aprovou por mais de 90% os órgãos que foram a Congresso. Isso é uma expressão muito forte de uma ampla convergência em relação à moção de estratégia”, refere, lembrando que foi reeleito recentemente líder do PS e de novo sem opositor.