Cada ano, 20 talentos são selecionados do total de candidaturas submetidas. O leque afunila ainda mais quando é conhecido o elenco de finalistas que disputam o prémio LVMH. O conglomerado de luxo anunciou esta sexta-feira os nomes dos seis designers que apontam agora aos 400 mil euros de recompensa e ainda a um estágio de um ano no seio do conhecido grupo de luxo. Filho de pais portugueses, é a partir de Paris, onde fixou a sua marca, que Gabriel Figueiredo lidera a De Pino, uma das etiquetas que aponta à distinção final. A esta corrida juntam-se Colleen Allen (@colleenallen), Harry Pontefract (@_ponte), Galib Gassanoff (@institution_official), Julie Kegels (@juliekegels), Zane Li (@l__i_i), Petra Fagerstrom (@petrafagerstrom), Daniel del Valle (@thevxlley) e Anil Padia (@yoshita1967). O nome do grande vencedor será conhecido a 4 de setembro, na Fundação Louis Vuitton, em Paris.
Marca de luxo de feição conceptual e lado lúdico, a De Pino (que bebe do apelido da avó do diretor critavo) foi lançada em 2020, com o primeiro desfile a acontecer quatro anos depois, no âmbito da Semana da Moda de Paris. Em novembro de 2025, Gabriel Figueiredo, passou a fazer parte do atelier Christian Dior, associado ao departamento feminino. Licenciado em 2017, com mestrado em Design de Moda pela La Cambre em Bruxelas, em 2019 começou a trabalhar como bordador da Maison Margiela Artisanal, colaborando sob as direções criativas de John Galliano e Glenn Martens.
É de Nova Iorque que chega o minimalismo dos anos 90 trabalhado pelo chinês Zane Li, da marca LII; e foi na mesma cidade que Collen Allen, ex-The Row, apresentou a coleção de estreia, em 2024, inspirada nas cartas do tarot. Anil Padia tem um pé entre Paris e Nairobi, guiando-nos pelas raízes e ancestralidade africanas, para uma representação inédita vinda do Quénia; de Londres à capital francesa, Harry Pontefract (que disse não à Loewe para lançar a sua própria marca) estabelece uma Ponte com as formas surrealistas; para o andaluz Daniel del Valle não há forma artística que não seja vestível; e as criações da sueca Petra Fagerstrom estão à distância do Dover Street Market. Nascido na Geórgia, e criado nos arredores de Tbilisi, Galib Gassanoff cedo se interessou pelo artesanato e tradições dos diversos grupos étnicos da região, uma caminhada que o levou a Milão e ao lançamento da sua marca Institution. É em Antuérpia que se incumba a combinação de intemporalidade e elementos modernos de Julie Kegels e da sua marca homónima. Veremos agora quem leva a melhor.
O Prémio LVMH foi lançado em 2014 por Delphine Arnault e distingue jovens designers entre os 18 e os 40 anos que tenham criado pelo menos duas coleções de pronto-a-vestir. Em 2015, o galardão máximo ia para os portugueses Marques’Almeida, a dupla de designers composta por Marta Marques e Paulo Almeida. Wales Boner ou Marine Serre foram outros dos laureados. A edição de 2025 premiou o japonês Soshi Otsuki.
O júri é composto por nomes como Jonathan Anderson, Stella McCartney, Phoebe Philo, Sarah Burton ou Sidney Toledano, CEO do conglomerado de luxo. Em 2022, apostavam ainda no The Karl Lagerfeld Prize, em jeito de homenagem ao antigo membro do júri e no valor pecuniário de 200 mil euros. Dois anos depois reforçavam ainda as distinções com o prémio Savoir Faire, que premeia a excelência da artesania e inovação técnica no processo criativo.