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(A) :: Quando não falta a inspiração, elas brindam ao novo hexacampeão: Benfica vence em Braga e volta a sagrar-se campeão nacional no feminino

Quando não falta a inspiração, elas brindam ao novo hexacampeão: Benfica vence em Braga e volta a sagrar-se campeão nacional no feminino

O Benfica voltou a aproveitar o primeiro "match point" para resolver o Campeonato feminino, triunfando na visita a Braga (1-3). Inspiradoras levam 13 vitórias, 54 golos e só perderam seis pontos.

Tiago Gama Alexandre
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Pouco mais de um ano depois do penta, o hexa. Ao longo do último ano, muito mudou no universo encarnado, mas o domínio no Campeonato Nacional continua a perdurar. Filipa Patão saiu do comando técnico e foi substituída por Ivan Baptista, que não começou o seu percurso no Benfica da melhor forma, já que, na Supertaça, voltou à tona a ideia de que o principal adversário das águias estava bem para lá da Segunda Circular: era o Torreense, que, por esta altura, é o detentor da Taça de Portugal, da Supertaça e da Taça da Liga. Com a hegemonia interna em aparente quebra, as inspiradoras aproveitaram a campanha na Liga para se voltarem a afirmar e, ao cabo de 13 vitórias e três empates em 16 jornadas, sagraram-se hexacampeãs nacionais em Braga.

https://observador.pt/2025/04/12/uma-historia-de-inspiracao-colorida-de-vermelho-e-branco-benfica-bate-valadares-gaia-e-sagra-se-pentacampeao-nacional-no-feminino/

Os únicos percalços apareceram na receção ao Racing Power, logo na primeira jornada (0-0), no dérbi de Alvalade frente ao Sporting (2-2) e frente ao Valadares Gaia, no Benfica Campus (2-2). Daí para a frente, as encarnadas cilindraram praticamente todas as suas adversárias, tendo por esta altura 54 golos marcados e apenas dez sofridos a duas jornadas do fim do Campeonato. Fora da principal prova interna, o percurso do Benfica foi bem mais contido, já que o clube da Luz não passou da fase de liga da Liga dos Campeões, tendo conseguido “apenas” empatar com Twente (casa, 1-1) e PSG (casa, 1-1) e caiu nas meias-finais da Taça da Liga frente ao Torreense (fora, 0-0, 6-7 g.p.). Na Taça de Portugal, as inspiradoras vão ter pela frente o primeiro clássico de sempre no futebol feminino, frente ao FC Porto, no Estádio Nacional, na gala que encerra a temporada.

“Encaramos o jogo de uma forma séria, com um adversário que assim o exige. É um adversário que já defrontámos várias vezes esta época — é a 3.ª vez que vamos a Braga. Sabemos as dificuldades que é ir jogar a Braga. Sabemos as dificuldades que é jogar contra uma equipa que também gosta de ter bola e gosta de ter os seus momentos ofensivos. Estamos, essencialmente, a tentar perceber em que é que conseguimos ferir uma boa equipa do Sp. Braga para conseguirmos fazer um bom jogo. É, naturalmente, um momento da época decisivo. Sabemos que precisamos de uma vitória para fechar as contas do título. Não podemos entrar na ansiedade de sentir esse aumento de pressão. Temos de jogar com a responsabilidade de quem representa o Benfica, mas também com a tranquilidade de quem sabe a posição em que está. De quem sabe que, se fizer as coisas bem feitas, será uma equipa forte e candidata a vencer esse jogo”, antecipou Baptista.

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Na visita ao Estádio Amélia Morais, o treinador português voltou a contar com Rakel Engesvik, mas ainda esteve privado das lesionadas Andreia Norton, Ana Borges, Andrea Falcón, Lara Martins, Diana Costa e Carolina Tristão, optando por não convocar Michaely Bihina, Inês Meninas, Zoe Matthews, Marta Salvador, Carissa Boeckmann e Ziqin Shao, que chegou recentemente e não está inscrita. Assim, o Benfica entrou em campo com Lena Paules na baliza, Marit Lund, Carole Costa, Diana Gomes e Catarina Amado, e Anna Gasper e Pauleta no miolo. No ataque, Caroline Moller, Diana Silva, Lúcia Alves e Nycole Rasyla foram as escolhidas.

Como seria de esperar, o Benfica entrou forte no jogo e chegou ao golo logo à abrir, numa jogada em que Lúcia aproveitou um erro do Sp. Braga para cruzar para o segundo poste, onde Nycole apareceu a finalizar depois de Íris Esgueirão ter saído da sua baliza para tentar travar o cruzamento (5′). Já depois de a equipa de arbitragem ter demorado oito minutos para anular um golo a Diana Silva, a internacional portuguesa fez mesmo o gosto ao pé em cima do intervalo, na conclusão de uma jogada coletiva que saiu dos pés de Pauels e terminou com Moller a cruzar para o amorti de Gasper antes da finalização da avançada (42′).

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Na etapa complementar, as guerreiras do Minho reduziram através de um grande golo de Maribel Flores, com um remate de fora da área (70′), mas as inspiradoras voltaram à carga e deram um passo importante rumo ao hexacampeonato através de Carole Costa, que correspondeu da melhor forma a um livre lateral de Anna Gasper (76′). A fechar, Inês Maia ainda reduziu, mas o lance foi anulado por fora de jogo, depois de mais um longo período de espera para análise do VAR (1-3). Assim, o Benfica sagrou-se campeão nacional antes do dérbi da próxima sexta-feira, que vai acontecer no Estádio da Luz.

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