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Governo aumenta limites de subscrição dos certificados de aforro até às 250 mil unidades

O Governo alterou as regras para que mais certificados de aforro (em unidades) possam ser subscritos por cada aforrador. Na série em comercialização cada subscritor pode ficar com 250 mil unidades.

Agência Lusa
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Observador
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O Governo aumentou os limites máximos por subscritor dos certificados de aforro da série F, a única atualmente em comercialização, de 100 mil para 250 mil unidades, segundo um despacho publicado em Diário da República.

Quem tenha já certificados da série E, comercializada anteriormente, passa a poder acumular até atingir 500 mil unidades, contra as 350 mil que tinham sido estabelecidas em outubro de 2024, já por Joaquim Miranda Sarmento, que já tinha aumentado nessa altura o número de unidades máximas que cada subscritor pode deter.

https://observador.pt/2024/10/07/aforradores-ja-podem-subscrever-ate-100-mil-euros-em-certificados-o-dobro-do-limite-anterior/

O Governo justifica a decisão com o facto de os limites de subscrição da série F permanecerem “inferiores aos que têm sido tradicionalmente os limites de subscrição das séries anteriores de certificados de aforro”. Destaca ainda que os certificados de aforro “são um instrumento de fomento à poupança a longo prazo, com uma remuneração crescente manifestada através do pagamento de um prémio de permanência, associada à possibilidade de mobilização antecipada, e sem risco de perda de capital”.

“Importa proceder à revisão dos limites máximos de subscrição da série F, promovendo a eficiência e sustentabilidade da dívida pública portuguesa, contribuindo simultaneamente para uma gestão prudente da dívida pública”, lê-se no despacho n.º 5392/2026, publicado esta sexta-feira.

Assinado pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, o diploma produz efeitos desde que foi assinado, na terça-feira, dia 21 de abril.

A série F foi lançada em 2023, ainda com o governo socialista, e criou alguma polémica, já que a decisão de terminar com a série E foi feita de forma discreta. Na série F o Governo optou por baixar a remuneração.

https://observador.pt/2023/06/03/existe-zero-de-cedencia-a-banca-diz-secretario-de-estado-sobre-novos-certificados-de-aforro/