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Kallas avisa para "Irão mais perigoso" caso se discuta só programa nuclear

Kaja Kallas, representante da União Europeia, destacou a importância de se discutir questões sobre o Irão além do programa nuclear, como os mísseis e o apoio do país a aliados, para evitar perigos.

Agência Lusa
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A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Segurança, a estónia Kaja Kallas, alertou esta sexta-feira para um “Irão mais perigoso” se eventuais negociações se centrarem apenas no seu programa nuclear.

Se as negociações se concentrarem apenas em questões nucleares e não houver especialistas nucleares à mesa, chegaremos a um acordo mais fraco do que o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) e sem abordar os problemas na região, os programas de mísseis, o apoio do Irão a aliados e suas atividades híbridas e cibernéticas na Europa”, disse.

A chefe da diplomacia europeia falava à chegada para o segundo dia cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Nicósia. “Portanto, acabaríamos com um Irão mais perigoso”, acrescentou.

Kallas indicou que os parceiros europeus planeiam levantar essa preocupação com os outros atores regionais envolvidos nas negociações, bem como transmitir que “essas questões devem ser abordadas” e que a Europa “pode ajudar” nas conversações.

Os líderes dos 27 estados-membros da UE e das instituições continentais reúnem-se hoje com convidados de Líbano, Egito, Síria, Jordânia e do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), abordando esforços diplomáticos para alcançar a paz na região e na reabertura do Estreito de Ormuz. Kallas sublinhou que a liberdade de navegação “é inegociável” e insistiu que aquela importante passagem marítima “deve estar aberta sem quaisquer portagens”.

A chefe da diplomacia da UE também referiu que estar em cima da mesa o reforço de missões navais europeias navais no mar Vermelho e no oceano Índico — a Operação Áspides e a Operação Atalanta —, através de uma nova “coligação de voluntários”.