“Um esforço para gerir a empresa de forma mais eficiente”. Foi assim que a diretora de recursos humanos da Meta justificou o despedimento de cerca de 8 mil trabalhadores num memorando enviado aos trabalhadores esta quinta-feira e noticiado pela Bloomberg. A decisão da empresa de Mark Zuckerberg, que detém o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, surge no âmbito de uma aposta em Inteligência Artificial (IA).
O corte anunciado representa 10% da força de trabalho — no final de 2025, a empresa tinha cerca de 78 mil funcionários —, ao qual se soma o encerramento de 6 mil vagas de empregos que já tinham sido anunciadas. Os lay-offs vão começar a entrar em vigor a partir do dia 20 de maio.
“Estamos a fazer isto como parte do nosso esforço contínuo para gerir a empresa de forma mais eficiente e para nos permitir compensar os outros investimentos que estamos a fazer. Esta não uma troca fácil e significa deixar para trás pessoas que fizeram contribuições significativas para a Meta durante o seu tempo aqui”, pode ler-se no memorando assinado por Janelle Gale.
https://observador.pt/2026/03/14/meta-prepara-grande-reestruturacao-que-pode-afetar-ate-20-dos-trabalhadores-para-se-focar-na-ia/
A informação já tinha sido noticiada no mês passado pela Reuters, que citava pessoas com conhecimento da decisão. Os cortes fazem parte de uma nova abordagem da empresa que Zuckerberg já tinha antecipado no verão do ano passado, focada na integração de IA, numa tentativa de tentar competir com outras empresas tecnológicas, cujos modelos de IA generativa revelam melhores resultados, como a OpenAI, a Google ou a Anthropic.
Os investimentos passam por várias etapas, de apostas em centros de dados, à contratação de especialistas em IA, passando por uma nova liderança para encabeçar o foco da Meta na área, que se traduziram num aumento de 24% nos gastos da empresa no último quarto de 2025, por comparação ao ano período homólogo do ano anterior.
Os milhares de milhões de dólares investidos na aceleração da IA traduziram-se, no sentido inverso, em menos gastos com o pessoal. Se até 2022, a Meta contrariou a tendência das restantes empresas da área a aumentou o número de contratações durante a pandemia, esse crescimento estagnou em 2023, ano que Zuckerbeg declarou como “ano de eficiência”. Desde aí, a empresa tem feito cortes repetidos na força de trabalho.
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