Leão XIV afirmou esta quinta-feira que, embora um Estado tenha o direito de estabelecer regras sobre fronteiras, precisa de tratar os migrantes como “seres humanos e não pior do que animais”.
O Papa referiu ser “evidente que a questão da migração é muito complexa e afeta muitos países, não só a Espanha, não só a Europa, mas também os Estados Unidos; é um fenómeno mundial”.
Numa conferência de imprensa a bordo do avião em que regressava da digressão por África, Leão XIV sublinhou existir “um grande desafio: um país diz que não pode receber mais e tudo isso… mas quando as pessoas chegam, são seres humanos e merecem o respeito que cada ser humano tem pela sua dignidade humana“.
Robert Francis Prevost disse acreditar que “um Estado tem o direito de estabelecer regras para as suas fronteiras” e “nem todos devem entrar de qualquer maneira, sem ordem e criando, por vezes, situações mais injustas do que aquelas de onde partiram”, mas também é preciso perguntar-se: “O que fazemos nos países mais ricos para mudar a situação nos países mais pobres?”.
O Papa questionou o que faz “o Norte do Globo para ajudar o Sul do Globo e aqueles países onde os jovens hoje não encontram um futuro e vivem aquele sonho de que todos querem ir para o Norte, mas, por vezes, o Norte não tem respostas para oferecer”, lamentando que sofram “com a questão do tratamento humano e do tráfico de pessoas”.
Leão XIV propôs “procurar ajuda estatal ou também investimentos de grandes empresas, ricas e multinacionais, para mudar as situações em países como aqueles que se visitaram nesta viagem”.
O Papa visitou Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, última etapa de uma deslocação de 11 dias.
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