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Macron avisa que EUA "já não vão proteger a Europa a longo prazo" e apela a maior independência europeia

No âmbito da cimeira informal da UE em Chipre, o Presidente francês citou a Gronelândia, o Irão e a Ucrânia para justificar a urgência de uma Europa mais forte e autónoma.

Agência Lusa
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O Presidente francês afirmou esta quinta-feira que os Estados Unidos não vão proteger a Europa “a longo prazo” e sublinhou o desafio atual para tornar o continente mais forte e independente.

“O desafio da nossa Europa é ser mais forte e mais independente, porque temos uns Estados Unidos que já não nos vão proteger a longo prazo”, disse Emmanuel Macron durante uma conversa com alunos na escola franco-cipriota de Nicósia, aquando do primeiro dia da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da UE em Chipre.

“Vimos isso bem com o caso da Gronelândia, com o que se passa hoje no Irão, e, em certa medida, com o que se passa na Ucrânia”, acrescentou o líder francês, quando uma aluna lhe perguntou o que “os jovens podem fazer para promover a paz”.

Macron defendeu que, apesar de tudo, os Estados Unidos “continuam lá”.

“Eles continuam lá, o que é fantástico, são aliados, mas a Europa construiu-se partindo do princípio de que, para toda a eternidade, os Estados Unidos nos protegeriam. Para a vossa geração, penso que isso já não será verdade”, sublinhou o Presidente francês.

“A guerra nasce de mal-entendidos, de incompreensões ou da loucura de certos dirigentes e, por vezes, de povos que pensam que a sua segurança virá da destruição do vizinho”, salientou, sem mencionar nomes.

Os líderes europeus estão reunidos em Chipre, até sexta-feira, para debater a guerra no Médio Oriente, prevendo-se um encontro com parceiros na região, os líderes do Líbano, do Egito e da Síria, da Jordânia e do secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.

Nesse encontro, deverá ser discutida a necessidade de reforço das relações bilaterais, mas também a situação no estreito de Ormuz e as negociações de paz que estão em curso entre Israel e o Líbano.

O Governo português estará representado nesta cimeira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.