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Provas-ensaio digitais terminam com falhas de wi-fi em algumas escolas e diretores pedem resolução urgente antes de maio

Associação de Diretores diz que as provas-ensaio dos 4.º, 6.º e 9.º anos "correram relativamente bem", apesar de problemas de conectividade, mas pedem resolução rápida a tempo de provas oficiais.

Agência Lusa
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As provas-ensaio, para testar o formato digital em que irão realizar-se as avaliações externas, terminaram esta quinta-feira com problemas de conectividade em algumas escolas, segundo os representantes dos diretores, que pedem a resolução rápida das falhas identificadas.

O balanço foi feito à Lusa pelo presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) que, ainda assim, deu “nota positiva” à preparação para as provas oficiais dos 4.º, 6.º e 9.º anos, que arrancam no final de maio.

Segundo Filinto Lima, as provas-ensaio “correram relativamente bem”, mas algumas escolas registaram falhas na rede wi-fi que “por vezes ia abaixo ou demorava a carregar as imagens nos computadores dos alunos”.

É a segunda vez que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) organiza provas-ensaio para testar o formato digital em que irão realizar-se as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) dos 4.º e 6.º anos e as provas finais do 3.º ciclo.

No ano passado, estas provas permitiram identificar situações de computadores e auscultadores avariados, falhas de internet ou potência elétrica demasiado baixa para manter vários equipamentos ligados em simultâneo.

Alguns desses problemas repetiram-se este ano e, apesar de considerar que as escolas estão esta quinta-feira mais bem preparadas do que há um ano, o presidente da ANDAEP alertou que a existência de qualquer falha prejudica os alunos, sobretudo do 9.º ano, para quem a nota da prova final conta para a classificação.

Filinto Lima explicou ainda que, no final de cada prova-ensaio, as escolas preencheram um relatório enviado depois aos serviços do MECI que já têm, por isso, conhecimento das falhas registadas, mas não divulgou ainda esse balanço.

Questionado se é possível resolver os problemas a tempo das provas oficiais, que começam a partir do final do mês de maio, o representante dos diretores escolares acredita que sim, mas será necessária “uma atuação célere”.

No arranque das provas-ensaio, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu fragilidades em Leiria e na Marinha Grande devido às tempestades do início do ano, que afetaram a conectividade naquela zona.

“Estas [provas] são um ensaio, são precisamente para detetarmos as fragilidades (…), mas quando forem as provas a sério tem que correr absolutamente tudo bem”, sublinhou, na altura.

Este ano, as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) dos 4.º e 6.º anos realizam-se entre 27 de maio e 9 de junho, e as provas finais do 9.º ano estão marcadas para 17 de junho (Português) e 22 de junho (Matemática).