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(A) :: Acionistas da Warner Bros. Discovery dão "luz verde" à fusão com a Paramount

Acionistas da Warner Bros. Discovery dão "luz verde" à fusão com a Paramount

Embora ainda não seja a aprovação final, o gigante de Hollywood está mais perto de nascer. Investidores da Warner Bros. Discovery aprovaram a fusão de mais de 94 mil milhões de euros.

Mariana Furtado
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A Warner Bros. Discovery (WBD) anunciou, esta quinta-feira, que os seus investidores votaram a favor da fusão com a Paramount Skydance. O resultado da votação, embora ainda preliminar até à sua aprovação pelo Departamento de Justiça dos EUA e dos órgãos reguladores da concorrência europeus, é um passo decisivo para a conclusão de um acordo que tem sido alvo de intensa contestação em Hollywood.

Apesar do apoio ao negócio, os acionistas chumbaram os milionários pacotes de remuneração da administração. O voto contra trava, especificamente, o pagamento de 550 milhões de dólares (quase 469 milhões de euros) previsto para o CEO cessante, David Zaslav.

A decisão, noticiada pelos media internacionais, remove um dos entraves finais para a concretização desta aquisição avaliada em 111 mil milhões de dólares (94,6 mil milhões de euros). Caso o processo avance conforme planeado, a operação irá concentrar a propriedade de dois dos mais emblemáticos estúdios de cinema do mundo, bem como da rede global de notícias CNN, sob o comando de David Ellison, herdeiro do império tecnológico Oracle e fundador da Skydance.

Apesar deste avanço, o processo poderá ainda enfrentar entraves legais significativos, existindo o risco real de o negócio ser travado nos tribunais por uma ofensiva jurídica lançada por uma coligação de procuradores-gerais estaduais.

O acordo estabelece que os investidores recebam 31 dólares (26 euros) em numerário por cada ação da WBD aquando da finalização do negócio, escreve a agência Bloomberg. Caso a transação não esteja concluída até 30 de setembro, será também aplicada uma “taxa de espera”, que garante o pagamento adicional de 21 cêntimos por ação por cada trimestre de atraso até ao fecho definitivo da operação.

“A aprovação dos acionistas hoje [quinta-feira] é mais um marco fundamental para a conclusão desta transação histórica que proporcionará um valor excecional aos nossos acionistas”, disse David Zaslav, CEO da WBD, citado pela imprensa. “Continuaremos a trabalhar com a Paramount para concluir as etapas restantes deste processo, que criará uma empresa líder de media e entretenimento da próxima geração”, acrescentou ainda.

Este desfecho era já antecipado há meses, tendo ganho um impulso decisivo em fevereiro, quando a Netflix desistiu formalmente de avançar com a sua própria proposta por uma fatia maioritária da Paramount. Esta retirada da gigante do streaming eliminou a principal concorrência à oferta liderada por David Ellison.

https://observador.pt/2026/03/02/warner-bros-ceo-da-netflix-diz-soube-o-que-tinha-a-fazer-apos-paramount-rival-invulgar-e-irracional-subir-oferta/

Ainda que fique mais desimpedido agora, o caminho até aqui não foi isento de polémica. Em Hollywood, a resistência tem sido barulhenta: sindicatos e criativos do setor temem que a concentração excessiva de poder resulte em cortes de custos drásticos, menos diversidade na produção de conteúdos e uma redução da concorrência no mercado de streaming.

https://observador.pt/2026/04/13/mais-de-mil-profissionais-do-cinema-incluindo-jane-fonda-e-joaquin-phoenix-opoem-se-a-fusao-da-warner-bros-e-paramount/

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