O negócio do DST Group está sobretudo assente nas áreas da construção civil, obras públicas, telecomunicações, energia e inovação. Mas no campus empresarial do grupo, entre escritórios e fábricas, pululam livros e obras de arte de grande dimensão, assinadas por artistas e arquitetos reputados. Há bibliotecas entre os serviços de cabeleireiro e manicure, aulas de pintura em regime pós-laboral e uma escola com formações para os trabalhadores. Isto além do Grande Prémio de Literatura DST, entregue anualmente desde 1995, distinguindo entre prosa e poesia.
Não é total surpresa portanto que, pelo mesmo DST Group, surja agora um equipamento cultural que visa estimular o pensamento e democratizar o acesso à beleza, assumem. Tanto que, à quinta-feira, há visitas gratuitas ao espaço, dedicado à arte contemporânea, à filosofia e ao debate público. O Muzeu é inaugurado esta quinta-feira, recebe os trabalhadores da empresa na sexta, 24, e abre portas ao público no sábado, 25 de Abril, sendo a entrada livre até ao fim do mês.
O edifício alberga mais de 100 obras de artistas nacionais e internacionais, a partir das coleções do DST Group e de José Teixeira, que foi reunindo peças, ao longo de quatro décadas, olhando, não ao valor que lhes era atribuído, mas à sua capacidade de o “emocionar”, conta. “Há pessoas que me dizem: esta peça vale mais. Mas não me toca, não sinto nada com ela. Portanto, não a compro. A minha coleção corresponde ao meu olhar, que provoca o meu sentir”, diz ao Observador o líder do DST Group, enquanto, à sua volta, se ultimam os preparativos para a inauguração.

Curiosamente, a coleção de José Teixeira começou a formar-se quase por acaso, fruto da ação de mecenato cultural da empresa. “Há 40 e tal anos que financiamos a Companhia de Teatro de Braga, ajudamo-la também com materiais. E, em troca, ofereciam-me litografias, serigrafias e a prova de autor, às vezes, das serigrafias. Foi assim que comecei. Quando me casei, só tinha obras dessas. Hoje, na empresa, no Dia da Mulher e no 25 de Abril, dou também uma serigrafia e uma litografia a todos os trabalhadores, para lhes deixar o bichinho”, revela.
Atualmente, a sua coleção é composta por mais de 2000 obras de arte, abrangendo nomes como Pablo Picasso, Anselm Kiefer, Nan Goldin, Richard Long, Paula Rego, Helena Almeida, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Annie Leibovitz, José Pedro Croft, Miguel Rio Branco ou Rui Chafes. Criadores que abordam temáticas como a memória, o poder, a identidade, a resistência ou a liberdade, e cujos trabalhos faz questão de partilhar. Aliás, na passada segunda-feira, junto ao Muzeu, foi inaugurada, na presença do autor, mais uma obra em espaço público: uma peça do artista britânico Julian Opie, que representa pessoas a caminhar. “É a 16.ª obra que o grupo coloca em espaço público para fruição”, referiu, na ocasião, o presidente do DST, acrescentando que há de ser cedida ao município.
José Teixeira reconhece que, tendo orçamento para deixar algo à comunidade, escolheu apostar na área que, em regra, fica para trás, porque os resultados levam mais tempo a evidenciar-se: a cultura. “Aquilo que penso, e está escrito, por exemplo, pelo Peter Singer na Ética Prática, é que dessa forma nunca existiria uma ópera, nunca existiria teatro, porque há sempre outra coisa para fazer”, defende. “Se todos forem levados por ‘há coisas mais importantes do que a cultura’, a pobreza vai continuar a existir. Victor Hugo já dizia que a miséria é muito maior quando se é inculto do que quando se é pobre. A falta de cultura é um mal maior do que a pobreza. É ela que gera a pobreza.”
O líder do DST Group acredita que a cultura desempenha um papel essencial na economia e tem confirmado isso em primeira mão. Convida a voltar à pandemia para o perceber: “Imagine, naquela fase em que estávamos todos em casa, em que não tínhamos acesso a filmes, a bens culturais rigorosamente comuns. Seria um desastre, o apagão do Ensaio Sobra a Cegueira, do Saramago. Ficaríamos cegos de sentido. O que é que isso ia significar? Você ia alimentar-se da farmácia, só com depressão, com ansiedade. O que nos salvou foi a cultura. O que salva é a cultura. Imagine que estava privada de ouvir música, de ler um livro. Tinha acesso a tecnologia, mas não podia ter acesso a cultura”.
“O Muzeu é mais uma camada neste processo da importância da cultura na economia”, prossegue José Teixeira. “Não somos neutros nesta escolha de querermos trabalhadores livres, emancipados. Há um livro de que gosto muito, O Espectador Emancipado, de Jacques Rancière. Dá muito trabalho ser emancipado, ser livre, ter trabalhadores que não sejam obedientes. E as ferramentas que criam esse tipo de liberdade, esse tipo de emancipação, são as ligadas à cultura: as humanidades, a filosofia, a arte.”
Kiefer como chamariz
O Muzeu – cujo investimento global ronda os 40 milhões de euros, inteiramente assumidos pelo grupo promotor – acolhe também um espaço permanente para as obras de Anselm Kiefer, um dos nomes mais sonantes da arte contemporânea, que trabalha nas áreas da pintura, escultura, montagem e fotografia, abordando sem pudor feridas do passado alemão, com destaque para o nazismo e o Holocausto. Cimento, chumbo, cinzas, terra e palha são materiais empregues nas suas obras, que geram desconforto.
A sala “Olimpo” acolhe oito peças de um artista “altamente político, difícil, que trabalha temas como o trauma e a memória, e é absolutamente obrigatório”, descreve Helena Mendes Pereira, diretora, curadora e programadora artística do Muzeu. Para logo sublinhar: “Esta é a única sala de museu do mundo dedicada, a título permanente, a Kiefer”. A título de curiosidade, algumas obras, inspiradas em vestidos de noiva e na simbologia do peso que o casamento tem para a mulher, surgem no filme Anselm, de Wim Wenders. A própria equipa do artista interveio na disposição dos trabalhos, seguindo instruções do mesmo.




“O Kiefer é o mais funambulista de todos os artistas contemporâneos. O funambulista é aquele que trabalha sem rede, que vai para cima da corda e arrisca.” É assim que José Teixeira começa por explicar o seu fascínio por esse que “é hoje, dos artistas vivos, um dos mais reputados, ou o mais reputado”. Não duvida: “Isto vai ser uma forma de trazer pessoas de Madrid, de Paris, de todos os outros lados a Braga. É um fator de atração para depois ver também as obras do meu amigo e padrinho de casamento, Alberto Péssimo, que foi o responsável pela ignição de eu adquirir obras de arte, porque era o cenógrafo da Companhia de Teatro de Braga, há 40 e tal anos.”
A referência a artistas, escritores e filósofos, no discurso do empresário, é constante. “Há um sermão do Padre António Vieira de que gosto muito: o Sermão da Sexagésima. Gosto tanto, que o dou a ler a todos os trabalhadores como parte do trabalho, nas leituras que temos em horário de trabalho. Porque nos ensina a liderar desde o ponto de vista da escolha das redes para pescar”, observa. “Quando quer pescar os trabalhadores, um determinado público ou clientela, tem de os conhecer. Tem de escolher as redes, a espessura das redes, e a largura, para o peixe não lhe fugir; e o fio, a dureza do fio, para não rebentar a rede.”
É nessa lógica que o Muzeu prepara um rol de atividades paralelas, como palestras, performances, concertos ou oficinas. Afinal, o objetivo deste novo equipamento, segundo o DST Group, é “estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea da instituição, procurando promover o gosto pela arte e cultura de forma mais abrangente e, dessa forma, influenciar positivamente os decisores para a promoção de uma vida mais justa e feliz para todos”.
“É preciso ir alimentando o museu, tem de ter engodos. São as tais redes do Padre António Vieira. Se quer pescar as pessoas para o belo, tem de ter forma de as trazer”, defende José Teixeira, apostado também em criar um certo “ativismo”. Ou seja, “que as pessoas saiam de casa, frequentem a cidade, tenham opinião, ocupem o palco. Faço isso muito com os nossos trabalhadores, e agora alargo-o à cidade”. E assume: “Penso que este museu não é para a cidade, é para o país, é internacional. Outro dos engodos foi o Anselm Kiefer”. O líder do DST Group explica: “Isto não existe em lado nenhum, obras desta dimensão numa sala permanente e que se vai aperfeiçoar: o Olimpo. É a ‘Fnac’ do centro comercial, é uma âncora, o chamariz”.
“Abrir Abril” com mais 100 obras distribuídas por quatro pisos
O ciclo de programação inaugural, Abrir Abril, que assinala o 52.º aniversário da Revolução dos Cravos, estende-se até 31 de outubro. Na sua base está a exposição “Sejamos realistas, exijamos o impossível”, uma alusão ao slogan atribuído ao filósofo germano-americano Herbert Marcuse e aos protestos estudantis na Paris de maio de 1968. Essa frase, retirada das ruas, é usada frequentemente pelo grupo empresarial, nas comunicações internas e externas. São mais de 100 peças, de 96 artistas, dos quais 40 são portugueses.
A organização não obedece a cronologias nem a estilos, e sim a temas. Misturam-se autores de diferentes gerações e latitudes sem os hierarquizar (como prova a exibição, lado a lado, de fotografias da consagrada Nan Goldin e da artista bracarense Ângela Berlinde) e reservam-se paredes inteiras para certos nomes. As obras estão distribuídas por quatro pisos, com cerca de 3000 metros quadrados ao todo — o equivalente ao número de trabalhadores da empresa, que já tinha uma galeria de arte: a ZET (diminutivo de José Teixeira). Aquele Z transfere-se agora para o Muzeu, também em referência à letra do alfabeto grego e à antiguidade.

A cada piso corresponde um subtítulo. O piso -1 chama-se “Elogio ao Trabalho” e estabelece uma ligação com o campus do DST Group, visto apresentar trabalhos de artistas como Fernanda Fragateiro, Pedro Cabrita Reis ou Ângela Ferreira, que também marcam presença nas fábricas e escritórios da empresa (lá iremos). Já a galeria do piso 1, “Praça”, reúne obras que representam espaços de encontro e reunião, do teatro à igreja, do urinol à rulote. Explora-se a ideia das praças como “símbolos da expansão da democracia para o quotidiano”. “O piso mais político”, nas palavras da curadora, é o número 2, “Corpo, Poesia, Protesto”, que exibe muita fotografia, mais figuração, artistas que trabalham temas como as desigualdades, o colonialismo ou os feminismos.
A “Alma da Casa”, contudo, está no piso 3, com peças vindas da residência do colecionador, muitas de autores portugueses, como Lourdes Castro, Paula Rego, Julião Sarmento, Miguel Palma ou Pedro Cabrita Reis (de quem se exibe uma peça inédita, “Décimo”). Por fim, no piso “Infinito e Mais Além”, surgem retratos de artistas e intelectuais portugueses pela lente do fotógrafo Alfredo Cunha, e um retrato de José Teixeira feito por Vhils. Aí se situam, também, o auditório “Assembleia”, com 146 lugares, e umas escadas que parecem levar ao infinito.
De uma arquitetura de disciplina a uma arquitetura de movimento
A entrada faz-se pela fachada sul do edifício, que incorpora uma obra de José Pedro Croft intitulada Janus, o deus romano do início e do fim, das portas, das passagens e das janelas. Nela, o artista plástico dialoga com a arquitetura, mimetizando os vãos e entradas pré existentes. Para tal, tirou o que aproveitava dos originais, trabalhou em gesso e depois moldou em bronze. E é como se, ao atravessar aquele espaço, se estivesse a renascer, diz a curadora do Muzeu, enquanto avança rumo ao “troço de muralha medieval maior e mais antigo da cidade”, que foi preservado, no interior.
Para Helena Mendes Pereira, o Muzeu é também uma celebração da arquitetura bracarense, ao juntar os trabalhos de “dois grandes arquitetos”: Carlos Amarante, autor do projeto original, do século XVIII; e José Carvalho Araújo, responsável pela reabilitação do edifício e pelo desenho de todo o mobiliário, cacifos incluídos.
O antigo Palacete Vilhena Coutinho, que chegou a funcionar como Tribunal Judicial de Braga, estava bastante danificado, mantendo somente as duas fachadas e, no interior, um troço da muralha medieval, que foi conservado, assim como um poço do mesmo período, visível sob os nossos pés. “Tirar partido dos elementos que já existiam” foi a missão assumida por José Carvalho Araújo. “Tentámos que a muralha funcionasse como um elemento estruturante do edifício, que separa a zona da entrada das zonas expositivas”, especifica o arquiteto bracarense. O mesmo aconteceu com o saguão, para onde dão as varandas de prédios contíguos. Criar “diálogos com a cidade e com os vizinhos” foi outra preocupação. Daí apresentar o piso térreo como uma espécie de terceira praça, que liga as praças do Município e do Conde de Agrolongo, conhecida como Campo da Vinha.
Carvalho Araújo explica que naquele edifício, que “era de grande rigidez”, decidiu introduzir, como fio condutor, umas escadas duplas, na medida em que escondem umas escadas de emergência. “Privilegiamos aqui uma arquitetura de movimento, ao contrário da arquitetura com disciplina” que vigorava aquando do funcionamento do Tribunal, conclui. Aliás, procurou introduzir ali “uma linguagem industrial”, a remeter para o universo DST, com recurso a estrutura metálica e a pisos de betão, qual fábrica.


O arquiteto aponta ainda a “responsabilidade acrescida” de estar a trabalhar para “um amigo”, no sentido de que “ele tem de se identificar” com o resultado final. Refere-se a José Teixeira, que “pediu o máximo de paredes possível, para poder expor os quadros”, conta, a sorrir. Enquanto cidadão bracarense, Carvalho Araújo mostra-se convicto de que o novo equipamento “vai mexer com a cidade e com a cultura, nacional e internacional”.
No dia da inauguração oficial, 25 de Abril, há uma visita guiada coreografada à exposição, envolvendo a Companhia Nacional de Bailado; e ainda uma performance de Rita GT, criada em ligação com os conjuntos vocais Cantadeiras Ohùn Obìnrin e Cantadeiras do Vale do Neiva — é a estreia de O Círculo das Contas de Filigrana Dourada: Ligações Históricas entre a Bahia e Viana do Castelo.
O Muzeu pode ser visitado de terça-feira a domingo, entre as 11 e as 19 horas. O bilhete normal custa 10 euros, com desconto de 50% para estudantes e maiores de 65 anos. Para menores de 12 anos, a entrada é gratuita. O público em geral também tem acesso livre à quinta, num piscar de olho à escritora Filipa Martins, que assina o livro Vem à Quinta-Feira. Uma opção conscientemente assumida por José Teixeira, que explica: “A ideia das artes para as elites é uma coisa que me horrorizava. Quando era jovem e entrava numa galeria, eu também via no olhar de quem me recebia que não era dali. Sentia: estás a passar este umbral da galeria, mas não és daqui. E quero que esta arte contemporânea seja de todos.”
O campus empresarial que é uma galeria de arte a céu aberto
Para compreender como nasce o Muzeu, há que rumar ao campus do DST Group, inaugurado em setembro de 2001 em Pitancinhos, nos arredores de Braga. É uma galeria de arte a céu aberto, reunindo, ao longo dos seus 100 hectares, e em contexto industrial, uma variedade de obras assinadas por artistas e arquitetos de topo, como Siza Vieira ou Souto de Moura, vencedores do prémio Pritzker a que se junta agora um terceiro: Norman Foster. O arquiteto britânico surge no âmbito do Living Lab, um projeto que está em marcha, assente em construção industrial, com vista a criar um modelo de micro cidade que um dia venha a ter existência real, com valências como centro de acolhimento para idosos, centro cultural ou hotel. Pretende-se que as peças dos edifícios sejam construídas em fábricas e montadas a seguir, à semelhança do que se verifica com os automóveis.
O campus alberga, pois, uma exposição permanente, composta por obras de grande escala, e que reflete o ADN do grupo familiar. A noção de família está muito presente, tanto que o fundador, Domingos Silva Teixeira (cujas iniciais dão nome ao grupo, criado nos anos 1940, rente à área da construção), e a mulher, Teresa Gonçalves, estão representados em diferentes peças. Na receção, há dois grandes retratos de Domingos e Teresa, da autoria de Luís Coquenão, e uma pintura de Ana Monteiro que remete para a Última Ceia, mas protagonizada por outros elementos da família e trabalhadores. No exterior, o casal está imortalizado, ainda, em obras de Vhils, tal como Maria do Alívio Gonçalves Teixeira, filha já falecida: além de dar nome a um edifício, a sua figura transparece num trabalho do mesmo artista visível na fachada, sobretudo ao pôr do sol (Light Maria).
Também o gato Óscar se passeia pelo campus, que inclui dois restaurantes, centro de saúde, uma capela ecuménica (aberta a todas as religiões) que funciona ainda como espaço de meditação, sala com máquinas e simuladores, entre outras valências ao dispor dos trabalhadores, que em breve vão contar com uma creche. Livros e obras de arte surgem nos vários edifícios e salas, e nem falta um teatro.
Uma das obras de arte mais marcantes, ao ar livre, é O Spot Memorial ao Trabalho Infantil, de José Pedro Croft, “para lembrar e erradicar este flagelo onde quer que ainda exista”, como se lê na placa informativa. Destaca-se também Talk Tower for Ingrid Joker (Mina), de Ângela Ferreira, uma escultura com 34 metros de altura que presta homenagem à poetisa sul-africana Ingrid Jonker, cuja obra foi censurada durante o apartheid. E Fernanda Fragateiro trabalhou a partir de uma ruína, usando materiais como o betão, mas também o aço espelhado, que permite a ligação com a natureza ao refletir as árvores em volta, na peça Em Construção.




Ao passear pelo campus, em que coexistem fábricas, campos desportivos, mesas de piquenique e espaços verdes, encontra-se ainda Teeter Totter House, uma instalação de Ronald Rael e Viginia San Fratello que representa um mundo sem muros, em referência ao muro de aço que separa os Estados Unidos do México, construído a mando do presidente americano, Donald Trump. E, num registo bem diferente, uma placa de trânsito, da autoria de João Louro, para comemorar os 30 anos do Grande Prémio de Literatura DST, na qual se lê frases como “O que ilumina tudo é a literatura” e “Deus ainda não terminou” (verso de José Tolentino Mendonça).
A aquisição de peças novas — como ‘The Project #2’ Uma Casa para o Pensamento, de Pedro Cabrita Reis — imprime dinâmica a esta exposição permanente, que pode ser visitada a pedido, sem custos. Para tal, e por razões de segurança, é preciso enviar um e-mail, antes, à empresa (info@muzeu.com).