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Trump diz que os EUA têm "controlo total" sobre o Estreito de Ormuz

Nenhum navio entra ou sai sem aprovação dos EUA. O bloqueio naval intensifica-se enquanto Teerão recusa negociar e considera a operação uma violação da trégua.

Joana Moreira
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que os EUA têm “controlo total” sobre o Estreito de Ormuz. Numa publicação esta quinta-feira na sua rede social, a Truth Social, o líder norte-americano anunciou que “nenhum navio entra ou sai sem a aprovação da marinha dos Estados Unidos”. “Está fechado até que o Irão esteja disposto a fazer um acordo”, rematou.

Já horas antes Trump tinha feito uma publicação dizendo que ordenou a Marinha norte-americana para abrir fogo sobre quaisquer embarcações envolvidas na colocação de minas no estreito de Ormuz. Num texto partilhado também na Truth Social, escreveu: “Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que dispare e destrua qualquer embarcação, por mais pequena que seja (os seus navios de guerra estão TODOS, 159 no total, no fundo do mar!), que esteja a colocar minas nas águas do Estreito de Ormuz. Não deve haver qualquer hesitação. Além disso, os nossos caça-minas estão neste momento a limpar o Estreito. Ordeno que essa atividade continue, mas a um nível triplicado!”.

As declarações surgem num momento de forte escalada na presença militar dos EUA na região, no âmbito do bloqueio naval ao Irão. Segundo o Comando Central dos EUA, dezenas de embarcações têm sido intercetadas ou obrigadas a alterar rota desde o início da operação.

Nos últimos dias, as forças norte-americanas intensificaram também ações de interceção no Oceano Índico, incluindo a abordagem a petroleiros suspeitos de apoiar o Irão, numa estratégia que Washington diz visar redes logísticas e financeiras associadas a Teerão.

O cessar-fogo, que expirava na quarta-feira, foi prolongado por Donald Trump, que garantiu, no entanto, que o bloqueio naval em Ormuz iria continuar. Numa publicação feita nas redes sociais, o Presidente norte-americano justificava: “Tendo em conta que o Governo do Irão se encontra gravemente dividido, o que não constitui surpresa, e a pedido do Marechal de Campo Asim Munir e do Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, foi-nos solicitado que suspendamos o nosso ataque ao Irão até que os seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”. “Por conseguinte”, continuou, “ordenei às nossas forças armadas que continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, permaneçam prontas e preparadas”, mas “prolongarei o cessar-fogo até que a proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra”.

O estreito de Ormuz situa-se entre o Irão e Omã e é um importante ponto estratégicos para o comércio mundial, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Irão e Omã dividem a soberania do canal, através de um acordo de 1974.

Cerca de um quinto do petróleo consumido a nível global passa por este estreito, além de 20% do gás natural liquefeito. Arábia Saudita, Irão, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos utilizam esta passagem para escoar petróleo e gás, principalmente para a Ásia. A Europa também importa petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo e grande parte também passa pelo estreito.

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