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Pentágono nega que remoção de minas no Estreito de Ormuz leve 6 meses

Congresso dos EUA terá sido informado em reunião confidencial que eliminar as minas que o Irão terá colocado no Estreito de Ormuz demoraria seis meses. Pentágona diz que informação é "imprecisa".

Mariana Carrilho
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Fontes conhecedoras disseram ao The Washington Post que retirar as minas do Estreito de Ormuz demoraria seis meses, o que poderia ter um impacto económico prolongado e, eventualmente, afetar as eleições de novembro para o Congresso nos EUA. avançou o The Washington Post.

Este meio ano foi referido por um representante do departamento de Defesa e terá sido partilhado na terça-feira, durante uma reunião confidencial com membros do House Armed Services Committee, segundo três fontes citadas no jornal norte-americano como “funcionários familiarizados com o processo”.

As fontes, sob condição de anonimato, revelaram ainda que que os congressistas foram informados de que o Irão pode ter instalado 20 ou mais minas dentro e ao redor do Estreito de Ormuz. Algumas terão sido lançadas remotamente, com tecnologia GPS, o que dificultou a sua deteção pelos norte- americanos. Outras terão sido instaladas por iranianos com pequenas embarcações. Segundo a CNN, o Irão terá começado a instalar estas minas no início de março.

Em resposta ao artigo de quarta-feira do Washington Post, um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou a informação partilhada como “imprecisa”.

“Ao decidir publicar essas alegações falsas, o Washington Post deixou claro que se preocupa mais em promover uma agenda do que a verdade”, referiu ao jornal.

Também numa entrevista dada esta quinta-feira à AFP, citada na France 24, o porta-voz explicou que “o fecho do Estreito de Ormuz por seis meses é uma impossibilidade e completamente inaceitável”.

Apesar de o Washington Post mencionar que a remoção das minas poderá começar apenas no final da guerra entre os EUA e o Irão, Donald Trump, na rede social X, anunciou esta quinta-feira que já começou a limpar o Estreito. Adicionalmente, referiu que ordenou à Marinha norte-americana para que “dispare e destrua qualquer barco, mesmo que seja pequeno […] se estiver a colocar minas na água”.

O tempo sugerido pelo The Washington Post para a remoção das minas aponta para consequências económicas potencialmente duradouras, segundo o The Independent. Antes da guerra, circulava pelo Estreito de Ormuz, diariamente, uma média de 20,1 milhões de barris de petróleo, cerca de 20% do consumo global de petróleo.

https://observador.pt/especiais/o-caminho-maritimo-pelo-estreito-de-ormuz-que-o-irao-quer-bloquear-a-importancia-desta-rota-no-comercio-do-petroleo-e-do-gas/

De acordo com as fontes do Washington Post, os democratas e os republicanos ficaram frustrados com a informação dos 6 meses, sendo um “sinal de que os preços da gasolina e do petróleo podem permanecer elevados por muito tempo após a assinatura de um acordo de paz”.

O mesmo meio de comunicação social enfatizou os possíveis efeitos da situação das minas nas eleições de novembro para o Congresso nos EUA. Um relatório da Pew Research Center lançado em março revelou que a maioria dos americanos não aprova o ataque ao Irão nem a forma como o Presidente Donald Trump está a lidar com o conflito. 

Esta quinta-feira, o Presidente veio afirmar que, neste momento, tem “o controlo total sobre o Estreito de Ormuz”: “Nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos Estados Unidos. Está ‘totalmente fechado’ até que o Irão consiga fechar um acordo!”, escreveu na Truth Social.

Texto editado por Dulce Neto