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Islamabad ainda em confinamento à espera das negociações entre os EUA e o Irão

As ruas da capital paquistanesa estão vazias há dias, as lojas estão fechadas e os transportes públicos suspensos. A possibilidade de negociações entre o Irão e os EUA em Islamabad permanece incerta.

Joana Moreira
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A possibilidade de uma nova ronda de negociações entre o Irão e os EUA em Islamabad, no Paquistão, permanece incerta depois de a prevista para esta semana não se ter realizado, mas na cidade vigora o confinamento. As ruas da capital paquistanesa estão vazias há dias, as lojas estão fechadas e os transportes públicos suspensos, dá conta uma reportagem do The Guardian, .

À medida que reina a incerteza sobre se as negociações irão mesmo ter lugar, a raiva tem vindo a aumentar entre os habitantes, para quem as restrições se tornaram uma fonte de frustração e de dificuldades económicas, reporta o jornal britânico. “É como viver numa gaiola”, dizem testemunhos ouvidos pelo The Guardian. Funcionários públicos e trabalhadores de escritório foram instruídos a trabalhar a partir de casa e as únicas figuras visíveis são as de uniformes do exército e da polícia alinhadas nas estradas.

Muitos residentes queixam-se de que o confinamento está a agravar o impacto económico da guerra sobre os cidadãos comuns. Desde que os EUA e Israel começaram a bombardear o Irão no final de fevereiro, e Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz — a rota marítima por onde passa um quinto do petróleo e do gás mundiais —, o Paquistão tem sido um dos países mais afetados pela crise energética. Foram impostos cortes de energia devido à escassez de combustível e muitos restaurantes na capital tiveram de fechar devido à falta de gás. Os restaurantes que se mantiveram abertos foram agora forçados a fechar as portas, enquanto os taxistas relataram uma redução de 50% nos seus rendimentos, retrata o diário.