A deputada Mariana Vieira da Silva afastou-se das críticas feitas por Pedro Nuno Santos a alegados “taticistas” dentro do Partido Socialista, na sequência do regresso do antigo líder ao Parlamento após seis meses de interrupção voluntária.
Questionada no programa Casa Comum, da Renascença, sobre se se sente visada com esta acusação, Vieira da Silva respondeu “certamente que não”, garantindo que, independentemente de quem lidera, tem trabalhado sempre com o objetivo de alcançar os melhores resultados para o partido.
A ex-ministra socialista considerou que o arranque deste novo ciclo político poderia ter sido conduzido de outra forma. Na sua leitura, “talvez não tivesse sido boa ideia” que, logo no primeiro dia de regresso, Pedro Nuno Santos tenha procurado “distinguir-se de todos e mais alguns dentro do partido”.
“Num primeiro dia de um regresso, fazer divisões quer face ao secretário-geral quer face a outros, não parece a coisa mais importante agora”, explicou Vieira da Silva, acrescentando: “Não podemos sistematicamente achar que, quando nos disponibilizamos para os lugares e as lideranças dos partidos, somos corajosos. E quando os outros mostram a mesma disponibilidade, são taticistas?“.
Aliás, a deputada socialista recordou que, em 2018, quando Pedro Nuno Santos avançou no Congresso da Batalha — numa fase inicial do Governo de António Costa —, também houve quem interpretasse esse movimento como tático. Na altura, porém, não partilhou dessa avaliação, considerando que esse tipo de posicionamento “faz parte da dinâmica política”.
O ex-secretário-geral socialista, em declarações aos jornalistas na quarta-feira, não explicou a quem se referia quando falou em militantes que estariam à espera de um contexto mais favorável para disputar a liderança. Ainda assim, Mariana Vieira da Silva rejeita qualquer associação às críticas. “Se fosse para mim, acho que ele me teria dito”, afirmou.
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Entre os nomes apontados como possíveis visados pelas declarações de Pedro Nuno Santos surge Duarte Cordeiro, que recentemente se afastou da Comissão Política. Mariana Vieira da Silva não valida essa leitura e recusa a crítica, “seja ela dirigida a quem for”.
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