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(A) :: "Sabíamos que íamos ter de lutar, de estar muito unidos. Só uma grande equipa é que fazia isto." Rui Borges, um treinador orgulhoso

"Sabíamos que íamos ter de lutar, de estar muito unidos. Só uma grande equipa é que fazia isto." Rui Borges, um treinador orgulhoso

O treinador do Sporting reconheceu as dificuldades físicas da equipa, assumiu segunda parte muito complexa, mas elogiou "compromisso e entrega" dos jogadores e ainda deixou uma farpa a Farioli.

Mariana Fernandes
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O copo meio vazio? Rui Borges vai mesmo terminar a temporada com uma única vitória contra FC Porto, Benfica ou Sp. Braga. O copo meio cheio? Rui Borges aproveitou essa única vitória para eliminar o FC Porto e seguir para a final da Taça de Portugal. Com um triunfo em Alvalade e um empate no Dragão, o Sporting garantiu que vai lutar para manter o troféu e encontrar uma autêntica tábua de salvação para uma temporada em que já deu o Campeonato por praticamente perdido.

Depois do apito final e depois de mais um jogo muito complexo, entre as lesões de Gonçalo Inácio e Hjulmand e o claro e visível desgaste físico de toda a equipa, Rui Borges não fugiu ao discurso habitual e voltou a mostrar-se muito satisfeito com a entrega dos jogadores. “Queríamos ganhar o jogo. Sabíamos que em algum momento íamos quebrar um bocadinho, é natural, com a quantidade de jogos e exigentes que temos tido. Uma primeira parte muito boa, claramente melhores do que o FC Porto com bola. Na segunda parte, melhor o FC Porto. Nós fomos perdendo um bocadinho essa capacidade física, mas uma entrega e um compromisso fantásticos da equipa e uma demonstração clara daquilo que é a força deste grupo”, começou por dizer à RTP, abordando depois as limitações físicas do grupo.

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“Só uma grande equipa é que conseguia fazer isto, muito sinceramente. Acho que os jogos que temos tido são de exigência alta, grande, máxima. Eles têm-se entregado ao máximo, têm feito belíssimos jogos e hoje sabíamos que, em algum momento, íamos ter de estar unidos, comprometidos, rigorosos, íamos ter de lutar, íamos ter que estar ali muito unidos. E foi isso que aconteceu mais na segunda parte. Na primeira parte, enquanto tivemos a nossa energia no alto, tivemos muita qualidade na posse, com bola, tranquilos”, acrescentou, depois do apuramento para a terceira final da Taça de Portugal consecutivo dos leões.

Mais à frente, o treinador leonino reconheceu que não era possível fazer muito mais na segunda parte. “Penso que no conjunto… Acredito que não seria possível fazer muito mais. Acho que é percetível que a equipa estava um pouco cansada. Também tivemos de tentar aqui gerir algumas coisas com as substituições, com os infortúnios que tivemos de entorses do [Gonçalo] Inácio e do Morten [Hjulmand]. Condicionou-nos claramente naquilo que era um o plano estratégico, em termos de substituições. Tivemos de jogar um bocadinho ao momento do jogo. Queria muito estar novamente na final da Taça, disputar um troféu que é nosso. Queremos muito tornar a ganhar. A equipa foi uma verdadeira família em campo”, explicou.

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“Era um jogo que nos dava uma disputa de final de Taça e as grandes equipas querem estar até ao fim a lutar pelos troféus. E é nisso que nós estamos inseridos”, continuou o treinador leonino, antecipando desde logo a final do Jamor contra Torreense ou Fafe. “É uma final da Taça. Já estive do outro lado, sei bem a motivação de jogar contra equipa grande, por isso, vamos com muito respeito. E volto a dizer: o mais importante é dizer que queremos muito ganhar a Taça”, sublinhou, soltando um simples “feliz pela passagem” quando questionado sobre uma eventual renovação de contrato.

Já na zona de entrevistas rápidas da SportTV, Rui Borges foi confrontado com as palavras de Francesco Farioli — que criticou o alegado antijogo do Sporting e foi irónico na hora de comentar as tochas abertas pelos Super Dragões no início da segunda parte, garantindo que a claque estava a “festejar” o regresso dos leões depois de “22 minutos de intervalo”. “Deve ter-se esquecido das bolas e das toalhas”, atirou o treinador português, recordando o episódio polémico do jogo do Campeonato, no Dragão, no início de fevereiro.

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