Uma criança de 22 meses foi atacada por um cão em Talavera de la Reina, cidade espanhola a oeste de Madrid. A menina sofreu 82 ferimentos, incluindo duas lacerações no fígado e precisou de mais de 100 pontos. Foi transportada para o hospital de Toledo em estado grave, tendo corrido risco de vida. Segundo o El Mundo, a criança já começou a apresentar melhorias. No entanto, continua sedada e entubada.
José Pablo Sabrido, delegado do governo espanhol em Castilla-La Mancha, afirmou que a criança foi atacada por um cão da raça American Wolfhound e desejou que a menina “recupere deste incidente sem sequelas permanentes”, segundo o jornal espanhol. Sabrido confirmou ainda que o ataque ocorreu no passado fim de semana, e que tanto a Polícia Nacional, como a Polícia Local de Talavera de la Reina, estão a investigar as circunstâncias.
A família da menina, num comunicado citado pelo jornal espanhol La Voz del Tajo, afirmou tratar-se do animal de estimação de um vizinho, ao qual já tinha pedido “para não deixar os seus cães americanos à solta nas zonas comuns do jardim”. “Ele nunca ouviu”, refere o comunicado, acrescentando que, há já algum tempo, vive uma situação tensa com o homem devido a um “conflito socioeconómico relacionado com divisão de negócios”.
Esther Zamora, mãe da criança, explicou que a menina entrou no jardim e que, numa questão de segundos, viveu o pior pesadelo da sua vida. “Quando nos apercebemos do que estava a acontecer, um dos cães tinha-a na boca como se fosse um trapo“, disse, de acordo com o El Mundo. “Conseguimos tirá-la de lá e levámo-la a correr para o hospital em Talavera. A situação era tão grave que estavam preparados para a transferir de helicóptero para Toledo, mas devido à urgência, foi mais rápido de ambulância”.
“Precisou de mais de 100 pontos. A sua tensão arterial estava perigosamente baixa e, nos primeiros dias, houve dificuldades em estabilizá-la com medicação. Foram horas e dias de enorme angústia, sem saber como iria recuperar”, contou Esther Zamora. A mãe da menina, com quase dois anos, acrescentou que as lacerações no fígado, para já, não deverão exigir cirurgia a curto prazo. Os médicos consideram que existem outras prioridades neste momento e mostram-se confiantes de que o fígado se possa regenerar com o tempo, embora a família ainda não conheça em detalhe o plano de tratamento.
Apesar de ter referido problemas com o dono do cão, a família sublinhou que o sucedido foi “um acidente”. “Agora, o mais importante é que ela supere rapidamente esta situação e possa regressar a casa, junto dos irmãos, e que este pesadelo termine depressa”, declarou a mãe à emissora espanhola Cadena COPE, citada pelo El Mundo.
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